FRenault: Categoria completa em Interlagos 5 anos de história no Brasil

Rodada dupla do fim de semana será despedida da PPD Sports, do ex-piloto de F-1 Pedro Diniz, como organizadora do evento. Categoria preenche lacuna no esporte a motor brasileiro.


Em 2002, o ex-piloto de Fórmula 1 Pedro Diniz tomou a iniciativa de trazer para o Brasil a Fórmula Renault, um torneio que preencheria uma importante lacuna no esporte a motor brasileiro: os então modernos bólidos fabricados na Itália pela Tatuus passariam a fazer as vezes de porta de entrada para os kartistas que iniciavam suas carreiras com automóveis de corrida. No próximo fim de semana, a pista de Interlagos será palco da última rodada do Renault Speed Show em 2006, evento que abriga as categorias Copa Clio, Super Clio e a Fórmula Renault. Será também a despedida da PPD Sports – empresa cujas letras são as iniciais de Pedro Paulo Diniz – para dar lugar a um novo promotor que ainda será anunciado pela Renault do Brasil. A troca de comando acontece justamente quando a categoria vê seus pupilos chegarem perto da F-1, ou começarem a aparecer na Stock Car.


“Ao longo desses cinco anos, a F-Renault foi sempre a ambição mais imediata da minha geração, que competia no kart”, diz o goiano Rodolpho Santos (Neosoro/Palu Suisse), um novato de 18 anos que estreou em corridas de automóveis neste ano, justamente na categoria implantada pela PPD. “A gente sonhava em chegar à Fórmula 1, mas tinha como objetivo a F-Renault, que era uma espécie de sonho mais prático, mais realista. Afinal, a F-Renault também corre em autódromos, e a gente se sente mesmo como um piloto profissional disputando o Campeonato Brasileiro dentro desses carros”.


Para os jovens brasileiros, a F-Renault realmente foi importante: “Eu não tinha dinheiro para correr de automóvel. Mas aí apareceu a F-Renault em 2002, com muita promoção na imprensa. Isso me ajudou a conseguir apoios com a ajuda da equipe Bassani Racing, e assim fui em frente. No fim, não apenas consegui correr, mas ganhei o campeonato”, diz Sérgio Jimenez, o primeiro campeão brasileiro da categoria, e um dos representantes do país no automobilismo mundial com potencial de chegar à F-1.


“Hoje eu encontro com meus ex-rivais daquela temporada de F-Renault em várias pistas do mundo”, continua Jimenez. “Assim como eu, eles estão em diferentes estágios na carreira, uns mais avançados, outros nem tanto. Mas o certo é que se não fosse a F-Renault não teríamos no Brasil uma categoria que nos oferecesse os primeiros passos depois do kartismo. Foi muito importante não só para a gente, mas para o próprio esporte no Brasil”, opina.


De 2002 para cá, a quase totalidade dos pilotos brasileiros com algum potencial de seguir carreira profissionalmente passou pela F-Renault. Embora ainda não tenham frutificado em um nome na Fórmula 1, o ciclo de maturação do automobilismo permitiu que só agora anos alguns deles rondem a categoria máxima. São os casos, em um espectro mais amplo, do próprio Jimenez, e do também paulista Lucas Di Grassi (vencedor do todo importante GP de Macau em 2005).


Outros nomes, como Allam Khodair, Marcos Gomes (filho do lendário Paulão Gomes) e Paulo Salustiano, amadurecem na Stock Car e são vistos como nomes com potencial para no futuro brigar por títulos da principal categoria do tipo silhouete do país. Há ainda a geração que termina agora, neste fim de semana, sua atuação na F-3. Encabeçada por nomes como Diego Nunes, Luiz Razia e Bia Figueiredo, ela desembarca em 2007 na Europa para tentar o sucesso que fez a fama de nossos pilotos no exterior.


A temporada 2006 da Fórmula Renault já tem seu campeão. O título foi conquistado por antecipação pelo paulista Felipe Lapenna (WebMotors). As atenções agora se voltam para a definição do vice-campeãoentre o paulista Douglas Soares (Banco BMG), 162 pontos, e o gaúcho Vinícius Quadros (GDV/Altero), 159.

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