FRenault: Números do GP do Brasil impressionam pilotos em início de carreira

Do enorme público à quantidade de jornalistas, do investimento à

estrutura das equipes, tudo é “mega” no jargão dos jovens aspirantes.


Segundo informou Tamas Rohonyi, diretor da Interpro, empresa promotora do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a prova irá reunir aproximadamente 65 mil pessoas nas arquibancadas do Autódromo de Interlagos no próximo domingo. Na entrevista dada recentemente ao jornal O Estado de São Paulo, Rohonyi diz que o número está limitado justamente pelas condições oferecidas pelas instalações do circuito e poderia até ser maior. Esta restrição, no entanto, não reduz a grandeza do evento para os jovens pilotos do Campeonato Brasileiro de Fórmula Renault, que disputarão uma das provas preliminares do GP. Eles viverão três dias de puro deslumbre: estarão diante do ‘circo máximo’ do automobilismo mundial, o objetivo de suas carreiras e o sonho de suas vidas como desportistas.

Com metade do grid composto por estreantes, a F-Renault, que realiza preliminares do GP desde 2003, terá vários de seus pilotos competindo diante das equipes de F-1 pela primeira vez. “Tudo é ‘mega’ na Fórmula 1. Não vejo a hora de estar em Interlagos. Será a maior experiência da minha vida”, diz o novato goiano Rodolpho Santos (Neosoro/Palu Suisse), de 18 anos, uma das mais jovens promessas da F-Renault. “Esta corrida será, de longe, o ponto mais alto de 2006”, define ele.

Estudo da FIPE

Segundo um relatório da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) encomendado pela Secretaria Municipal de Lazer, Esportes e Recreação da Prefeitura de São Paulo, para cada R$ 1 gasto pela municipalidade no GP do Brasil outros R$ 3,20 ingressam na cidade. Poucos projetos têm esse poder multiplicador de renda, produção e empregos. A expectativa é que essa proporção seja ainda maior em 2006.

Este mesmo estudo, elaborado com base no GP de 2003, informa que a quantidade de trabalhadores em um GP típico na capital paulista é de aproximadamente 10 mil pessoas – o que também inclui os membros das equipes e o aparato de segurança. Assim, somando-se o público, cerca de 75 mil pessoas estarão em Interlagos no domingo. Participam do evento 42 setores prestadores de serviços, cuja remuneração distribui a riqueza arrecadada pelo evento em diversas camadas sociais.

Somente os membros das equipes gastam em média, diariamente, R$ 600 durante cinco dias. Em 2003, os 2.020 profissionais das equipes deixaram na cidade cerca de R$ 6,4 milhões. Do público de outros países, os gastos são em média de R$ 420 por dia. Cerca de 7.700 estrangeiros assistiram à prova de 2003, injetando R$ 16,2 milhões em São Paulo. O relatório informa ainda que, com a realização do GP, há um aumento de renda da ordem de R$ 62,5 milhões no País como um todo, com 75% investidos na capital paulista, 8% no Estado de São Paulo e 17% em outros Estados brasileiros.

Equipes de 800 profissionais

Não serão apenas os carros que rasgarão as retas a mais de 300 km/h que irão ‘enfeitiçar’ a nova geração de pilotos brasileiros presentes a Interlagos no próximo fim de semana. Poder observar o trabalho das equipes será uma atração à parte para a garotada: “Uma equipe moderna de Fórmula 1 é composta por cerca de 800 profissionais, mas apenas uma parte deles – uns 100 – viaja para os GPs”, diz Rodolpho Santos.

“Essas pessoas são o parâmetro e o exemplo para todos que trabalham no automobilismo do mundo inteiro. Dentro de certos limites financeiros, o que elas fazem, imaginam, criam e experimentam na pista é o que os carros dos demais campeonatos deverão usar no futuro. Para quem acabou de sair do kartismo como eu, trata-se de um choque de tecnologia e organização. Embora seja um modelo inspirado no que se faz na F-1, uma equipe de kart não tem mais do que cinco pessoas. Eu sou um apaixonado por este esporte. Para mim – e também para os meus colegas – estar em Interlagos neste domingo será um grande privilégio”, completa o piloto da Neosoro/Palu Suisse.

500 jornalistas estrangeiros

O estudo da FIPE está disponível na página sobre o GP do Brasil no site
www.cidadedesaopaulo.com. A página também informa que 500 jornalistas estrangeiros farão a cobertura do evento, que será televisionado para mais de 60 países “com a certeza de um alto índice de audiência”. “É um grande negócio para a cidade de São Paulo e também para o Brasil”, comenta Rodolpho Santos. “Se estes números e índices já fazem da F-1 um evento irresistível para qualquer aficionado por competição, imagine então para quem está começando a carreira como piloto”, diz o piloto goiano, que sonha com uma grande atuação em Interlagos.

A Fórmula Renault, que terá largada às 8h50 do domingo, não será a única categoria a realizar provas preliminares ao GP do Brasil de Fórmula 1. Também haverá corridas do Trofeo Maserati (largada às 9h45) e da Porsche Cup (10h45). A F-1 começa às 14h00, para 71 voltas pelo circuito de Interlagos. Estas duas categorias, no entanto, são disputadas por pilotos experientes ou sem pretensões de carreira internacional.

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