GP noturno terá 1,5 mil refletores e pneus especiais

Não só em razão da disputa acirrada pelo título, entre o britânico Lewis Hamilton e o brasileiro Felipe Massa, a 15ª etapa da Fórmula 1, neste domingo, merecerá holofotes. O circuito do próximo Grande Prêmio, em Cingapura, ficará marcado por receber a primeira prova noturna na história da principal categoria do automobilismo.

Apesar da preocupação de algumas escuderias, a prova, com largada marcada para as 20h (local) e que atravessará o centro financeiro da cidade, terá iluminação artificial suficiente para simular uma corrida realizada pela manhã. Dentre outras modificações, as tradicionais bandeirinhas de comunicação com os pilotos serão substituídas pela tecnologia de dispositivos eletrônicos. Por se tratar de um circuito de rua, entretanto, o sistema, cuja fonte de alimentação será sustentada por 12 geradores de energia, será apenas provisório.


Com aval da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ao todo 1,5 mil projetores serão responsáveis por facilitar a visão dos pilotos ao longo do trajeto de 309,087 km. A potência das luzes, a critério de comparação, será quatro vezes maior do que a de um estádio de futebol.


Também nos próprios carros haverá uma pequena adaptação. A Bridgestone, fornecedora única de pneus para os carros da Fórmula 1, anunciou mudanças para Cingapura. Em medida mais vantajosa para os espectadores do que propriamente para os pilotos, as tiras brancas dos pneus serão feitas com uma tinta especial a fim de que a luz seja refletida.


Antes das inovações, é válido lembrar que o GP de Cingapura, o primeiro no país, resgata a tradição das provas de rua, fruto de uma tendência crescente na Fórmula 1. Só na atual temporada, quatro Grandes Prêmios – Austrália, Canadá, Mônaco e Europa (Valência) – foram disputados em asfalto urbano.


“Quando você pensa em um circuito de rua, a primeira coisa que vem à mente é Mônaco”, afirmou o brasileiro Rubens Barrichello, em entrevista ao site oficial da Fórmula 1. “É um lugar louco para se correr se você for pensar. Mas a prova é muito especial e tem uma atmosfera surpreendente”, completou o piloto da Honda, que espera padrão semelhante em Cingapura e já tem experiência noturna da época em que pilotava kart.


Ainda de acordo com o site da categoria, a cidade espera glamour que lembre Monte Carlo, para, quem sabe, tornar-se a Mônaco do Leste. Para tanto e por abrigar uma prova de rua, contudo, a cidade passará pelo teste de adaptações no próximo domingo, sujeitas a eventuais contratempos de estréia.


Nada que assuste a ambição de Cingapura. Para ter uma data no circuito mundial da Fórmula 1 por cinco temporadas, a cidade investiu aproximadamente US$ 200 milhões (cerca de R$ 371 mi), conforme informação da Bloomberg. A estratégia, segundo os economistas, é diversificar a economia da cidade para atrair turistas.


Assim, a corrida é o mais novo arrojo de Cingapura, que conta ainda com dois cassinos, um centro de esportes no valor de US$ 850 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bi), e que receberá os primeiros Jogos Olímpicos da Juventude nos próximos três anos.


Dona de um traçado com 23 curvas e poucas possibilidades de ultrapassagens, a 15ª etapa da categoria será percorrida em 61 voltas, com uma velocidade máxima estimada em 300 km/h – seis vezes o limite convencional estabelecido por leis de trânsito para as ruas.


Diante da futura dificuldade, os pilotos se condicionaram através de simuladores e, na última quarta-feira, alguns deles fizeram o reconhecimento a pé do traçado. Tudo para evitar uma noite de pesadelos.


Amanhã, os desafios virtuais ficam de lado. Os primeiros treinos livres para a prova serão realizados às 8h e 10h30 (de Brasília) desta sexta-feira. O grid de largada para o GP, que ocorre no próximo domingo com acompanhamento do Terra a partir de 9h, está marcado para este sábado às 11h.


Fonte: Terra

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