GP2 Series: Bruno Senna admite frustração em Paul Ricard

Em termos de resultados, o 18º lugar representou uma evolução em relação ao 25º da véspera. Mas não foi o suficiente para modificar a avaliação de Bruno Senna sobre os dois últimos dias de testes em Paul Ricard (França) antes da sua estréia em corridas da GP2 em meados de abril no GP do Bahrein.

“Foi um pouco desapontador, abaixo da minha expectativa. Pela manhã, até que foi razoável, embora nunca tenhamos encontrado a aderência ideal com pneus novos. Mas, à tarde, os freios voltaram a apresentar os defeitos da véspera”, lamentou.

Bruno contava com a solução dos problemas da quinta-feira para avançar no programa de trabalho estabelecido pela Arden Internacional – na quinta-feira, passou boa parte das duas sessões nos boxes por causa de um motor quebrado e para reparar o desequilíbrio nos freios. No entanto, mesmo calçando os três jogos de pneus novos que sobraram do primeiro dia e alcançando um bom 12º lugar, não conseguiu estabelecer um tempo mais próximo de sua previsão. “Faltou grip e o carro simplesmente não virou”, resumiu.

À tarde, enquanto a pista ficava cada vez mais rápida e os tempos despencavam, Bruno não conseguiu sequer completar a simulação de corrida de 30 minutos por causa de nova pane nos freios. A equipe trocou os discos, mas a base do sistema continuou equivocada. “Não tenho uma idéia do que possa ter ocorrido. Vamos desmontar o carro e investigar o que está acontecendo”, informou o brasileiro.

Os problemas enfrentados no sul da França não diminuíram a expectativa positiva de Bruno Senna para a rodada dupla inaugural do calendário no circuito de Sakhir. “Se acertarmos os freios, estaremos bem no Bahrein. E a pista, aliás, exige mesmo dos freios”, alertou. “Mas acho que vamos demorar um tantinho para encostar nas equipes que lideraram os treinos”, ressalvou. A decepção em Paul Ricard foi atenuada também pelo fraco retrospecto da Arden na pista. “É uma espécie de karma ir mal por aqui”, lembrou. O domínio da iSport, no entanto, não chegou a surpreendê-lo. “Testei por quatro equipes antes de acertar com a Arden. O carro da iSport foi, de longe, o melhor que pilotei.”

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