GP2 Series: Em alta, Lucas Di Grassi tenta título em 2009

Atual piloto de testes da Renault na F1 disputa temporada na categoria pela equipe campeã de 2008.

Depois de dominar os quatro testes coletivos realizados pelo Campeonato Mundial de Fórmula GP2 – nos quais foi primeiro colocado em três, e segundo em um deles – o brasileiro Lucas Di Grassi inicia no próximo fim de semana (9 e 10/5) mais uma campanha que pode trazer para o País um título inédito no automobilismo internacional. No ano passado, Di Grassi foi a sensação da temporada ao ingressar na disputa apenas na sétima etapa e ainda assim chegar ao fim do torneio disputando o título – sua média de pontos por etapa leva a concluir que Lucas seria campeão antecipado caso tivesse competido em todas as corridas.

Em alta no meio automobilístico, Di Grassi inicia a temporada 2009 com outras boas notícias: foi contratado pela equipe Racing Engineering, time que conquistou o título de pilotos em 2008, e renovou o contrato de piloto de testes com a Renault F1 Team, equipe que apoiou sua carreira desde que Lucas desembarcou na Europa, em 2004, ainda no Campeonato Inglês de Fórmula 3. Para 2009, Di Grassi também foi convidado pela Audi para disputar a 24 Horas de Le Mans. A negociação ainda não está definida, mas já coloca o jovem paulista de 24 anos como o primeiro brasileiro com chances reais de vencer a principal prova de Endurance do mundo na era moderna. Esta conquista também permanece inédita para o País.

Em 2008, apesar de estrear apenas na sétima corrida como substituto de um piloto que não vinha rendendo o esperado na equipe Barwa Campos Grand Prix – um time mediano – Lucas entrou na competição mostrando toda a autoridade que se espera de um grande talento. Em uma temporada extremamente competitiva, Di Grassi não apenas conquistou três vitórias, seis pódios e duas melhores voltas, como também foi responsável por uma transformação dentro da Campos Grand Prix que levou o time espanhol a conquistar um inédito Campeonato de Equipes. Desempenho de quem quer, e muito, atingir o Olimpo do esporte a motor.

“Minha meta é chegar à Fórmula 1, é claro!”, diz o piloto, que nesta temporada é apoiado pela rede revendedora de carros de luxo Eurobike e pela metalúrgica Schioppa. “E para isso a GP2 continua sendo uma prioridade. Como sempre, vou fazer o melhor que puder para obter resultados e ajudar a equipe. Acho que teremos uma temporada bastante competitiva, pois a maior parte do grid é bem experiente. Quanto à nova equipe, minhas impressões iniciais são as melhores possíveis. Acho que temos potencial para colher ótimos resultados, como mostramos nos treinos oficiais. Mas, como em todo esporte, treino é treino, corrida é outra coisa. Então, prefiro esperar a rodada dupla de Barcelona para saber quais são realmente nossas condições de competitividade”.

Uma das novidades da temporada é a troca do composto de pneus Bridgestone por uma composição mais macia. Di Grassi acredita que este detalhe será o que vai oferecer as maiores conseqüências na disputa pelo título. “As tomadas de tempo e as corridas serão muito mais difíceis”, conta o piloto da Eurobike/Schioppa. “Os pneus mais macios são também mais rápidos, então os tempos de volta irão melhorar. Mas também haverá mais desgaste dos pneus. Então, a estratégia, o acerto do carro e o estilo de pilotagem irão influenciar bastante e também farão uma grande diferença nos resultados”.

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