Grand-Am: Da Matta lidera na volta às pistas, mas passa mal e abandona

Uma indisposição estomacal impediu que a volta de Cristiano da Matta ao automobilismo, no GP de Laguna Seca (Califórnia, EUA) da Grand Am Rolex Series, fosse ainda melhor. Dividindo Pontiac Riley da equipe Gainsco com o norte-americano Jimmy Vasser durante a quinta etapa da temporada 2008, Da Matta chegou a liderar a corrida por dez voltas, a cerca de uma hora do final, mas abandonou. A vitória, primeira na carreira da dupla, foi de Ryan Dalziel e Henri Zogaib, da equipe Samax, com um BMW Riley.

Quase dois anos depois do gravíssimo acidente sofrido em 3 de agosto de 2006 num teste em Elkhart Lake, quando atropelou um cervo que cruzava a pista, Da Matta, de 34 anos, sentiu-se bem no carro e foi rápido, abriu vantagem para os adversários quando estava na liderança, mas foi traído por um mal-estar que o fez vomitar e abandonar a corrida, o que não impediu uma grande comemoração na equipe Gainsco, que foi quarta colocada na prova com o Pontiac  Riley de Alex Gurney e Jon Fogarty.

Abaixo, as impressões de Cristiano da Matta sobre diversos aspectos de sua volta às pistas:

A emoção de correr de novo
“Lógico que uma sensação boa, não foi uma corridinha como outra qualquer, mas não sou muito emotivo com estas coisas. Até porque minha volta às corridas foi um processo longo, que começou andando de kart, depois de carro de passeio, com marcha, até chegar novamente aos carros de competição. Eu já havia testado com esse carro e sabia que tudo estava funcionando bem.”

A liderança
“Eu alcancei a liderança por uma questão de estratégia, foi mais um mérito da minha equipe; o mais gostoso foi conseguir abrir vantagem para os carros que vinham atrás quando estava liderando”.

O mal-estar que o tirou da corrida
“Desde a primeira bandeira amarela eu não estava me sentindo muito bem, fiquei meio enjoado. Acho que almocei muito em cima da hora da corrida, e aquele sistema de refrigeração interno do macacão, aquela água gelada, aquilo causou uma reação estranha. Mas quem pode falar isto são os médicos. Em todo caso, na próxima corrida vou almoçar bem antes e perto da largada vou comer apenas um gel de carboidrato, como faço nas corridas de bicicleta.”

Como está o preparo físico?
“Estou correndo de bicicleta, o carro tem um motor que empurra, aí fica moleza. Na verdade nunca tive tanto tempo para me preparar fisicamente, acho que aerobicamente está até sobrando. Tive um pouco de preocupação com a musculatura específica exigida nas corridas de carro, pescoço, antebraço, a lateral das pernas, mas foi tudo bem.”

Como está a condição técnica?
“É difícil falar se eu zerei, se estou tecnicamente 100% em relação ao que eu era, mas acho que sim, estou no mínimo muito perto do topo. O que preciso é de mais quilometragem, principalmente nesse carro, onde eu só sentei quatro vezes na minha vida.”

O que achou da experiência na Grand Am
“A Grand Am é muito diferente das categorias onde corri, de fórmula, com um piloto só em cada carro e todos os carros parecidos. Aqui são duas categorias correndo juntas, protótipos e GTs, é mais confuso. Mas a principal diferença é que aqui o pau come na pista, há muito mais disputas, porta a porta, roda a roda, muito mais ultrapassagens, você ataca e é atacado, enquanto na Fórmula 1, por exemplo, a aerodinâmica atrapalha as ultrapassagens, disputa é mais pelos tempos das voltas.

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