Grand AM: Negri e MSR uma parceria que promete muito

Além de habilidade, coragem, determinação e velocidade , a coisa mais importante para qualquer piloto é a oportunidade, e para o brasileiro Oswaldo Negri ela apareceu na Michael Shank Racing (MSR). Negri, um piloto de reconhecido talento, é muito conceituado nos Estados Unidos e trabalhou duro até conquistar uma vaga de titular na Rolex Sports Car Series.


Negri desembarcou na Grand Am em 2004, correndo em parceria com o novato Burt Frisselle, e ao final da temporada havia conquistado o primeiro pódio para equipe MSR, e recebeu na imprensa especializada norte-americana o prêmio “Rising Star”. Apesar disto, não conseguiu uma vaga para as 24 Horas de Daytona, e tampouco para temporada de 2005.


“Foi bastante frustrante para. Tive uma grande temporada com o Burt Frisselle, conquistamos dois pódios, lideramos provas, mas não consegui nenhuma vaga para a temporada”, disse Negri. “Sabia que merecia uma vaga na série pelo trabalho que demonstrei, mas às vezes só o trabalho em pista não basta, também é preciso fazer um bom trabalho de bastidores”, falou o paulista.


O piloto não desanimou e continuo trabalhando como consultor na Barber Dodge, na F-BMW USA, na  Star Mazda e como coach para vários pilotos. A MSR no entanto não havia desistido de Negri, e quando Mark Patterson declarou em março que queria competir pela equipe, imediatamente chamaram Negri para ser seu companheiro de equipe.

 

“Foi até engraçado. Estava trabalhando com uma equipe da Star Mazda e o Mark me perguntou se não me importaria em correr com ele em algumas corridas?”.

Patterson, que já disputou duas 24 Horas de Daytona, já havia trabalhado com Negri, e tinha certeza que ele seria seu parceiro ideal. De cara Negri marcou a pole no seu retorno à Grand-Am, ao virar o tempo de 1m24ss357 em Laguna Seca.


“Isso sem dúvidas foi um grande impulso na minha carreira. Depois de quase seis meses afastado, consegui marcar de imediato a pole”, comentou Negri.


O melhor ainda estava por vir. No final do ano Negri, que já competiu com pilotos como David Coulthard , Rubens Barrichello, e Gil  De Ferran, ganhou um contrato de dois anos com a Michael Shank Racing, e com Patterson disputara a temporada completa da Grand -Am.
 

“Este sem dúvidas foi o melhor fim de ano que já tive. Pude aproveitar relaxado as férias, e agora já estou totamente concentrado em fazer o melhor trabalho possível”, falou “Com certeza existe pressão, mas a maior parte vem de mim mesmo. Estou muito grato ao Mark por confiar no meu trabalho, e ao Mike (Shank)”, falou ainda.


Negri finalmente terá a chance de disputar as 24 Horas de Daytona, e sua equipe, que ainda contará com A. J Allmendinger e Justin Wilson, é considerada uma das grandes favoritas à vitória nesta  44ª edição da  Rolex 24 at  Daytona, que será disputada no dia 28 de janeiro. 
“Após os testes coletivos ficamos ainda mais otimistas. Trabalhamos avaliando o consumo de combustível e pneus, itens muito importantes nesta prova. Como serão 76 carros na pista, e apesar de termos um carro muito rápido, já sabemos que será uma corrida de paciência, com muitas bandeiras amarelas e interrupções”, completou  o brasileiro.

Foto: Divulgação

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