Grand-AM: Primeira vitória impulsiona Zonta na disputa da 4ª etapa em Laguna Seca

A vitória na última etapa da Grand-Am (campeonato norte-americano de turismo), no dia 3 de maio, deu ainda mais ânimo para a equipe Krohn Racing, que disputa no próximo domingo (17) a 4ª etapa da temporada, no Mazda Raceway Laguna Seca, em Salinas, Califórnia (EUA).

O brasileiro Ricardo Zonta e o sueco Nic Jonsson superaram a forte chuva e venceram em Nova Jersey com ampla vantagem para os demais competidores. Agora o foco é o traçado misto de 2.238 milhas de Laguna Seca, com suas 11 curvas.

“Acho que o carro faz grande diferença nesta pista, especialmente porque há muito sobe e desce. No ano passado, tivemos uma boa corrida. Estávamos entre os três primeiros e, na última bandeira amarela, perdemos posições após um pequeno erro que cometi”, lembrou.

“Mas acho que temos um bom acerto para o carro e espero repetir um bom resultado. Vamos manter o mesmo foco e trabalhar na estratégia para chegar numa boa posição”, completou o paranaense, que mais uma vez não competirá com a equipe Panasonic Racing na Copa Nextel Stock Car, já que novamente os calendários das duas categorias coincidem.

Zonta aproveitou o pequeno intervalo entre as duas corridas para voltar ao Brasil, mas já segue no início da próxima semana para os Estados Unidos.

Os treinos no Mazda Raceway terão início na sexta-feira (dia 15) e o classificatório acontecerá no sábado (16), a partir das 17h45 (de Brasília). No domingo (17), a prova terá sua largada às 17 horas.

Teleconferência – Durante esta semana, Zonta participou de uma teleconferência, organizada pela equipe Krohn Racing, ao lado de Jonsson. Confira os principais trechos da entrevista do brasileiro.

Ricardo, o ano passado foi um ano de aprendizado, pilotar um novo carro, na maioria das vezes em circuitos pouco familiares. Após os problemas em Daytona e Virginia, como você se sente por ter dominado a última parte da corrida de Nova Jersey, competindo em condições muito desafiadoras?

Ricardo Zonta: Foi uma corrida difícil, especialmente pela forte chuva e por estar atrás dos carros da GT. Tentar ultrapassar no tráfego é muito mais difícil nessas condições. Também tive problemas com o carro, porque o meu rádio não estava funcionando e não tive nenhuma informação durante a prova sobre a vantagem, os pit stops, coisas deste tipo, quantas voltas faltavam para o final… Foi uma corrida difícil para mim. Mas no final, acho que tudo deu certo e agora estou muito feliz. Fiquei muito feliz por terminar em primeiro na minha segunda temporada na Grand-Am.

Ricardo, com seu passado em categorias de fórmula na Europa e Fórmula 1, explique o que a Grand-Am significa para você neste estágio da sua carreira. Os pilotos mais jovens no paddock vêm falar com você e tentam tirar lições de sua experiência na Fórmula 1 e como chegar lá?

Ricardo Zonta: Boa pergunta. Claro, a Grand-Am é para mim um ótimo campeonato. É uma corrida onde posso brigar muito por posições. Você tem muitas ultrapassagens durante a prova. É uma corrida longa, o tempo que você fica pilotando é muito grande e a estratégia é muito importante. Mas algo que eu busco neste estágio da minha carreira e ter um pouco de diversão. Na Grand-Am, você pode se divertir muito, porque pode ultrapassar e se divertir fazendo isto.
Comparando com a F-1, foram anos diferentes para mim, onde eu estava tentando construir meu nome no automobilismo, mas agora é completamente diferente. Ao mesmo tempo, levo as duas como um profissional o tempo todo, tentando fazer o melhor que posso.
Claro que os pilotos mais jovens, especialmente no Brasil, vêm falar comigo e tentam se informar sobre como ser um profissional ou o que fazer para ser um piloto. Eles acham que podem tentar chegar lá e, é claro, que eu ajudo como posso.

Ricardo, antes de Nova Jersey, o quanto de experiência você tinha em corridas na chuva?

Ricardo Zonta: Bem, eu sou brasileiro, então aqui temos muita chuva também. Corri muito no Brasil, no início da minha carreira, e várias vezes no molhado. E, na F-1, também fiz vários testes de pneus no molhado. Então, eu estava muito confiante no molhado também e, a experiência que eu tive no passado, me ajudou na corrida.

Como foi essa corrida no domingo, comparando com as outras que já correu na chuva?

Ricardo Zonta: Acho que essa foi uma das mais fortes. Tivemos uma corrida no ano passado no molhado. Mas esta em Nova Jersey foi muito pior. E acho que nos preparamos para essa condição e o carro se comportou muito bem.

Ricardo, quando você assumiu a liderança e até o final da corrida, você ampliou sua vantagem para 40 segundos. Se você não podia ouvir o que a equipe estava dizendo, você não sabia sequer a situação do seu combustível, como você continuou?

Ricardo Zonta: Eu só tinha uma escolha: ir o mais rápido que eu podia. Como eu não tinha nenhuma comunicação, tive de imprimir um ritmo forte o tempo todo. Eu não sabia se havia alguém se aproximando ou não. Não sabia quanto faltava para a corrida terminar.
Mas eu andei o mais rápido que pude e a vantagem aumentou por causa disso. Acho que era a única forma de eu manter o meu primeiro lugar.

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