GT3 Brasil: “Adaptação ao estilo de prova é o grande segredo da categoria”, afirma Leonardo Burti

Piloto da equipe Hot Car diz que terminar o primeiro turno da corrida com o equipamento em boas condições é fundamental para a conquista de um bom resultado.

O trabalho em equipe tem um significado ainda mais amplo no Telefônica Speedy GT3 Brasil. Além da interação habitual entre engenheiros, mecânicos e pilotos ser decisiva para a conquista de um bom resultado, a categoria exige outra preocupação dos pilotos: a atenção ao companheiro de equipe.

A lição é dada pelo piloto paulista Leonardo Burti, que disputa a temporada de 2008 ao lado do ex-campeão da Copa Renault Clio Elias Jr. Plenamente adaptado ao Dodge Viper Coupé V10 da equipe Hot Car Competições, Burti afirma que, em uma categoria como a GT3, é necessário ter uma visão mais ampla da corrida.

Isso significa, segundo ele, pilotar pensando não só no tempo em que efetivamente se passa na pista, mas também no restante da corrida – uma vez que o regulamento da competição prevê a bandeira quadriculada somente após 60 minutos de prova.

“Se adaptar ao estilo de corrida da GT3 é o grande desafio da categoria”, afirma Burti. “Como corremos em dupla, é preciso ter uma preocupação com o companheiro de equipe, e isso significa não entregar o carro muito desgastado. Na GT3 é preciso encontrar o equilíbrio entre ser rápido e poupar o equipamento, para não passar o carro adiante com problemas de freio ou de pneus, por exemplo”, acrescentou.

Essa lição, relembra Burti, foi aprendida por ele de uma maneira não tão agradável, ainda na segunda rodada da atual temporada. Na etapa disputada em São Paulo, ele completou o primeiro turno na segunda posição, após ultrapassar, inclusive, o atual campeão Xandy Negrão (parceiro de Andreas Mattheis). Mas, em virtude do ritmo de corrida mais intenso, acabou entregando o carro para Elias Jr. já com os pneus desgastados.

“O Elias pegou o carro com o freio baixo, e pouco pôde fazer para se manter em segundo. Se eu tivesse cuidado um pouco mais do equipamento, talvez o pódio estivesse garantido. Tentei acompanhar o Ford GT (de Negrão) por algumas voltas, mas ainda estava com a cabeça voltada para a Stock Car (na qual a estratégia de prova é diferente)”, comparou Burti, que chegou à GT3 vindo da Stock Light.

Correr em dupla exige, ainda, uma certa sintonia entre os pilotos em relação ao acerto do carro. “É difícil encontrar o set up ideal para os dois pilotos, então quem consegue se adaptar mais rapidamente a determinado estilo de acerto leva vantagem”, acrescentou Burti. “Na Hot Car conseguimos encontrar uma regulagem que seja boa tanto para mim quanto para o Elias, e isso tem refletido no nosso desempenho. Tivemos um bom começo de ano, andamos sempre entre os quatro primeiros, e só não estamos conseguindo terminar as provas bem colocados por quebra ou por acidente. Se conseguirmos levar o carro até o final da próxima etapa em diante, poderemos sonhar com o pódio”, encerrou.

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