GT3 Brasil: Em visita ao Brasil, Ratel aposta em crescimento da GT3 no País. E se diz fã de Piquet

Francês que comanda torneios da categoria em todo o mundo elogiou os resultados da primeira temporada no Brasil. E deu as boas-vindas a Nelson Piquet: “É maravilhoso tê-lo na GT3”.

A caminho da Argentina e Uruguai, onde completaria as negociações para as duas etapas que o GT3 Brasil Championship vai realizar naqueles países em 2008, o francês Stephane Ratel passou por São Paulo e falou sobre suas impressões a respeito da temporada de estréia do torneio em nosso país. Com supercarros que inspiram qualquer amante do esporte e dos automóveis, a GT3 iniciou sua temporada 2007 em agosto. Em apenas quatro meses de existência, o torneio foi capaz de atrair o interesse dos principais pilotos brasileiros, que aguardam uma oportunidade de ingressar na competição – uma ironia de seu sucesso é que hoje há pouquíssimos carros disponíveis para quem planeja participar da competição e assim muitos interessados estão aguardando a disponibilidade dos bólidos de seus sonhos.


Ratel é sócio dos brasileiros Walter Derani e Antonio Hermann na SRO Latin America, empresa que administra a GT3 no país. Em sua visita, ele também comentou a participação do tricampeão Nelson Piquet no Campeonato. Piquet anunciou que disputará o torneio com um Ford GT, carro inspirado no lendário Ford GT40. O tricampeão deve ter como seu parceiro o jovem e talentoso Cássio Homem de Mello.


“Piquet é um dos maiores nomes do automobilismo no mundo inteiro e não só no Brasil”, disse Ratel, que se colocou entre os fãs do tricampeão. “É uma grande honra tê-lo no nosso campeonato. No automobilismo e nos demais esportes você precisa de nacionalidades (diferentes), incerteza e heróis (como Piquet). E a GT3, que tem sido grande sucesso na Europa, é uma combinação das glórias de grandes nomes com jovens pilotos que sonham em ter sucesso nas corridas. Os dois últimos campeões europeus tinham apenas 19 anos de idade. Então essa é a combinação do jovem com o experiente, que é o verdadeiro espírito da GT3. Na minha geração todo mundo sabe quem é Piquet, Mansell, Prost, alguns dos maiores pilotos deste esporte. Então é maravilhoso ter o Nelson na nossa categoria”.


Sobre o Brasil – O dirigente, que organiza categorias de tradição no mundo inteiro, incluindo a Fórmula 3 Inglesa, utilizou sua experiência à frente de tantos torneios para avaliar os primeiros meses de existência da GT3: “Acho que foi um excelente começo, com doze a quinze carros, e um crescimento perceptível”, opinou. “Eu sempre desconfio de campeonatos que iniciam com um forte impacto e depois vão decaindo. Então acho que em corridas, para se estabelecer bem, é preciso começar e crescer progressivamente, com os pés no chão. Esta foi a história da minha empresa, comecei com um pequeno campeonato, que depois se tornou meu primeiro torneio internacional de GT, e assim por diante, pois com novos campeonatos é preciso se investir inicialmente e levar as coisas em ritmo cadenciado, passo a passo”.


Ratel está otimista em relação à categoria no ano que vem: “Para 2008 eu espero que a GT3 no Brasil tenha um crescimento contínuo, realmente passando dos 20 carros inscritos regularmente”, afirmou. “Eu acho que um campeonato nacional de GT3 deve idealmente ter entre 22 e 25 carros… Espero também maior diversidade de modelos, pois no primeiro ano no Brasil tivemos quatro supercarros (Ferrari F430, Lamborghini Gallardo, Porsche 911 GT3 Cup e Dodge Viper Coupé). Mas na verdade o menu completo de modelos homologados é de 11 carros – sendo que em 2008 teremos 12. E essa diversidade é a ‘mágica’ da GT3. Eu realmente acho que no ano que vem teremos de seis a oito modelos diferentes – e isso será uma excelente receita”.


No início desta semana, Ratel e os empresários Antonio Hermann e Walter Derani estão na Argentina finalizando detalhes sobre a corrida que será realizada naquele país em 2008.

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