GT3 Brasil: Mudanças promovem equilíbrio com novo regulamento

Com dois destaques: a regra para formação de duplas e a adição dos chamados “lastro de graduação” e “lastro desportivo”.

A temporada 2009 do Telefônica Speedy GT3 Brasil começa no dia 26 de abril com várias novidades idealizadas para aumentar ainda mais a competitividade entre as duplas que pilotam os supercarros mais cobiçados do automobilismo nacional. Dois destaques são o novo sistema de formação de duplas e a adição dos chamados “lastro de graduação” e “lastro desportivo”.

“O objetivo é dar as possibilidades de parceria entre os pilotos e ao mesmo tempo promover o equilíbrio de forças na disputa do título”, diz Ivo Sznelwar, diretor-técnico da SRO Latin America, empresa que detém os direitos da GT3. “No formato anterior, alguns pilotos deixaram de disputar o campeonato por não poderem formar dupla com um parceiro de preferência. Então, com o novo regulamento, alguns desses casos serão possíveis”, explicou Sznelwar.

Novas combinações – Segundo o diretor-técnico da GT3, a base do novo regulamento de formação de duplas é o sistema de graduação de pilotos. Os competidores continuam a ser divididos nas classificações Platina, Ouro, Prata e Bronze, porém com algumas mudanças nos critérios. “A graduação dos pilotos é feita com base no currículo do competidor. Isso nos dá a medida de sua capacidade, e o posiciona como um piloto mais forte ou ainda em evolução dentro do grupo de participantes. Depois de ser graduado como Platina, Ouro, Prata ou Bronze, o piloto pode optar por um parceiro de equipe dentro das combinações permitidas pelo regulamento”, detalha Sznelwar.

Existem várias combinações possíveis e apenas duas estão proibidas pelo regulamento: duplas formadas por dois pilotos Platina ou Ouro+Platina. “Até 2008, não era possível formar uma dupla Ouro-Ouro, e agora isso é permitido. Há um grande contingente de pilotos que agora poderão ser parceiros”, explica o diretor da SRO. “O restante das combinações, de acordo com o novo regulamento desportivo, está permitido”.

Para equilibrar – Mas, para garantir o equilíbrio, os carros de duplas com maior graduação (os competidores de maior experiência) terão de levar o chamado “lastro de graduação”. “É um tempero extra, uma maneira de melhorar o ajuste fino de desempenho entre as duplas participantes, sempre com o objetivo de termos corridas muito disputadas do começo ao fim”, continua Ivo Sznelwar.

Assim, as duplas formadas por dois pilotos Ouro levarão no carro um lastro de graduação de 60 quilos, enquanto uma parceria Platina-Prata terá 30 quilos extras no carro. A combinação de Ouro-Prata resultará em um excedente de 15 quilos. Mas as duplas formadas com pelo menos um piloto Bronze, que formam o grupo de competidores menos experientes, não levará lastro de graduação.

Lastro Desportivo – Os resultados na pista também resultarão em adição de peso ao carro, o chamado “lastro desportivo”. Ele será definido após cada rodada dupla (e não a cada corrida, para que o acerto dos carros não seja prejudicado durante aquele determinado fim de semana), obedecendo a pontuação somada após as duas provas de cada evento. O carro da dupla que, na soma dos resultados das duas provas do fim de semana, tiver a melhor pontuação, carregará a partir da rodada seguinte um lastro de 30 quilos. O segundo (20 quilos) e terceiro (10) também levarão lastro extra.

Nos eventos seguintes, as duplas que receberem o lastro desportivo poderão perder o lastro, também dependendo de sua classificação na soma das provas do fim de semana. “Quem terminar em quarto, quinto ou do sexto lugar em diante, perderá 10, 20 ou 30 quilos, respectivamente”, observa Ivo Sznelwar. “Dessa forma, teremos um equilíbrio tanto de pilotos quando de carros que será constantemente ajustado ao longo do campeonato, trazendo mais disputas e alternância de posição, com mais emoção para o público que for aos autódromos para assistir às provas”, finaliza o diretor-técnico do Telefônica Speedy GT3 Brasil.
 
 

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