GT3 Brasil: Porsche espera quebrar escrita e vencer pela primeira vez em Curitiba

Antonio Hermann e Miguel Paludo estão confiantes de que a marca de Stuttgart possa triunfar na pista paranaense no próximo fim de semana.

O Itaipava GT3 Brasil disputa no próximo fim de semana, em Curitiba, no Paraná, a sétima e penúltima rodada dupla da temporada 2009 e seis pilotos esperam terminar com um jejum incômodo de uma das marcas mais importantes do automobilismo mundial. Em dez provas realizadas na capital paranaense, o Porsche é o único carro da categoria que já correu por lá que não venceu ao menos uma vez.

Dos modelos que competem atualmente na categoria, apenas o 997 e o Ferrari Scuderia não subiram ao ponto mais alto do pódio no Autódromo Internacional de Curitiba, o supercarro italiano, entretanto, ainda não disputou nenhuma prova na pista da capital paranaense.

Para o piloto Antonio Hermann, que compete com o Porsche número 7, está na hora de quebrar esta escrita. “Nós vamos para lá com esse objetivo (vencer pela primeira vez em Curitiba). Vamos tentar. É a pista que menos nos favorece, mas corridas só terminam na bandeirada. Temos de trabalhar muito no acerto de suspensão, amortecedores e barras. Já tentamos vários setups (nas outras vezes em que corremos lá), mas a pista é muito, muito ondulada. Nem sempre a pista repete as condições, sempre o acerto muda. Semana passada a Stock Car correu lá no anel externo, isso dá uma emborrachada no asfalto, mas temos de ver a condição do tempo, temperatura do asfalto, esse tipo de coisa”, analisou.

Companheiro de Hermann na WB Motorsports e parceiro de Ricardo Maurício no 997 Cup S, Miguel Paludo sabe que o autódromo curitibano não favorece o modelo alemão, mas cita o lendário Juan Manuel Fangio.

“Vai ser a primeira vez que eu vou andar com a equipe em Curitiba. É um circuito com muita ondulação e, pelo que falei com a equipe, é uma pista bem complicada para o Porsche. No Brasil, é a pista mais difícil para a gente, mas vamos nos esforçar para tentar vencer. Curitiba é tão ruim para o Porsche como Londrina é para o Viper. Em condições normais vai ser bem complicado para a gente, vamos torcer para que chova durante a corrida, ou aconteça alguma outra coisa. Mas, já dizia o Fangio, ‘corridas são corridas’, vamos ver o que acontece”, disse.

Hermann não concorda totalmente com Paludo sobre a melhora de desempenho sob chuva, mas reconhece que pode ser bom para os pilotos dos Porsche número 5, 6 e 7. “Não acho que a chuva seja a melhor das soluções para a gente, pois o 997 não tem ABS. Talvez na chuva tenhamos pilotos para tirar a diferença no braço, mas vamos precisar ter muito braço para tirar essa diferença”, afirmou em tom bem humorado.

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