GT3 Brasil: “Viper V10 é o melhor carro que já pilotei na vida”, Amadeu Rodrigues

O experiente piloto e chefe de equipe voltou ao volante na quarta rodada dupla da temporada, no lugar de Elias Jr.

Antigo rival de Ingo Hoffmann, Andréas Mattheis e Paulo Gomes em competições como o extinto Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, o experiente Amadeu Rodrigues estava afastado das pistas desde 2005. Naquele ano ele decretou pela segunda vez o fim de sua carreira após duas temporadas de participação no Campeonato Brasileiro de Endurance – que resultaram na conquista do título de campeão da categoria. E passou a se dedicar integralmente ao comando de sua equipe, a Hot Car Competições.

Recentemente, Rodrigues passou a engrossar o coro de grandes nomes do automobilismo que se apaixonaram pelos supercarros do Telefônica Speedy GT3 Brasil – casos de personagens do calibre de Ingo Hoffmann, Giuliano Losacco, Roberto Moreno e até os irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi, todos declaradamente encantados com as qualidades dos super bólidos da categoria. Na quarta etapa do Telefônica Speedy GT3 Brasil, em Interlagos, Amadeu ganhou o que ele próprio chamou de “presente” de sua dupla de pilotos na categoria: a chance de guiar, como titular, o Dodge Viper Coupé V10 de Leonardo Burti e Elias Nascimento Jr. A dupla corre em parceria desde o início deste ano, mas a ausência de Elias na última rodada dupla em virtude de compromissos particulares abriu caminho para o retorno de Amadeu às pistas. E o experiente piloto, que já havia conduzido diversos tipos de carro na carreira, não poupou elogios ao modelo norte-americano.

“Foi o melhor carro que já pilotei na vida”, enfatizou. “Ganhei um presente dos meus pilotos, já que eles poderiam ter chamado qualquer outro nome para dividir o carro com o Léo, e foi sensacional. O carro é uma delícia, porque é rápido e seguro. Por estar parado há muito tempo, não consegui extrair todo o potencial do Viper, mas fui bem e isso me deixou satisfeito”, acrescentou.

Além de ter vivido uma experiência até então inédita na carreira, já que nunca tinha acelerado um carro de mais de 600 cv e câmbio seqüencial, Amadeu Rodrigues disse que o fato de ter participado como piloto da rodada de São Paulo da GT3 foi importante, também, para auxiliá-lo no trabalho de acerto do Viper da Hot Car para o restante da temporada. A experiência, no entanto, não deve se repetir no futuro, a não ser em testes particulares, e por apenas algumas voltas.

“Já conciliei os dois trabalhos no passado, mas correr e, ao mesmo tempo, chefiar uma equipe é muito complicado. Ainda mais nos dias de hoje. É preciso uma estrutura muito grande, que permita ao comandante do time focar no trabalho de piloto. Acho que esse é o caso do Andreas Mattheis, que tem disputado regularmente a categoria”, opinou Rodrigues, que depois de correr em Interlagos voltará a sentir o gostinho de acelerar o Dodge Viper em um teste particular realizado hoje (quinta, 7) no Autódromo de Interlagos.

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