GT3: Duplas da GT3 passarão pelo crivo de “comissão de notáveis”

Essa é outra inovação da categoria: pilotos serão classificados de acordo com seu nível de competitividade para formar duplas equilibradas e tornar o espetáculo mais interessante para todos.

O equilíbrio é o fator fundamental do sucesso alcançado pelo FIA GT3 European Championship, ou Campeonato Europeu de GT3, torneio de maior sucesso entre os homologados pela Federação Internacional do Automóvel em 2006. E este fenômeno não foi obtido apenas na ousada equalização mecânica e aerodinâmica feita em carros como Ferraris, Porsches e Aston Martins, mas também por meio de uma fórmula que tornou parelho o potencial das duplas participantes – em outra inovação arrojada da SRO Organisation, empresa credenciada pela FIA para organizar a competição.

A SRO Latin America ― associação constituída pelo francês radicado na Inglaterra Stephane Ratel, que responde pelos campeonatos FIA GT1 e GT2 entre outras categorias, e os pilotos/empresários brasileiros Walter Derani e Antonio Hermann ― é desde meados de 2006 a responsável pela implantação e organização do evento no País. Nesta quarta-feira (14), a SRO nomeou uma Comissão de Notáveis que será a responsável por determinar a classificação dos pilotos. Já está prevista a primeira das muitas reuniões necessárias para estabelecer esse rankeamento, cuja finalização está prevista para logo depois do Carnaval.

A idéia segue parâmetros semelhantes aos adotados na Europa e que geraram um torneio com tamanha competitividade que foi capaz de apresentar média de inscritos superior a 40 duplas por prova. Os notáveis da comissão brasileira foram selecionados em função do seu profundo conhecimento do assunto pilotagem automobilística e dos longos serviços prestados para o esporte a motor no Brasil. São eles: Afonso Giaffone, ex-campeão da Stock Car (1981), dono de equipe e empresário; Chico Rosa, administrador do Autódromo de Interlagos e um dos grandes incentivadores da ida de Emerson Fittipaldi para a Europa, e o jornalista Lito Cavalcanti, um dos mais abalizados conhecedores dos meandros do automobilismo mundial e nacional. Estará a cargo desses três especialistas o estabelecimento de um ranking de todos os pilotos nacionais e a determinação da categoria de cada um.

“O regulamento brasileiro permitirá que todo e qualquer piloto possa andar no GT3 Brasil”, diz Antonio Hermann. “Se o Felipe Massa se inscrever, poderá participar, mas não de forma indiscriminada. Ele, obrigatoriamente, terá que formar dupla com um piloto iniciante, ou seja, um gentleman driver. Serão criadas três divisões ou categorias: A, B e C, por exemplo ― que irão estabelecer o ranking dos pilotos, indo dos superprofissionais como Massa a novatos e estreantes. Isso significa que um piloto da categoria A (com muita experiência) jamais poderá compor dupla com outro piloto A, ou mesmo um piloto B. Ele, obrigatoriamente, terá que correr com um piloto C”, completa Antonio Hermann.

“Como o regulamento determina que ambos devem dirigir por um período de tempo semelhante em todas as etapas, a suposta superioridade de um piloto sobre o outro da dupla fica praticamente anulada”, observa Walter Derani. “Também poderão ser formadas duplas de especificação B+B, B+C ou C+C”, explica o empresário.

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