Indy500: Mário Romancini é o melhor estreante das 500 Milhas de Indianápolis

Brasileiro terminou a prova deste domingo na 13ª posição. Vitória ficou com o escocês Dario Franchitti

A corrida mais famosa do automobilismo mundial foi disputada neste domingo (30). Com mais de três horas de duração, a 94ª edição das 500 Milhas Indianápolis terminou com vitória do escocês Dario Franchitti e um brasileiro como o melhor estreante. Mário Romancini, da equipe Conquest, que largou de 27º para terminar a prova na 13ª colocação.

“Estou com a sensação de missão cumprida por ter terminado minha primeira 500 Milhas, ainda mais como melhor estreante”, vibrou Mário Romancini, que já tinha sido premiado por ser o estreante mais rápido nos treinos que definiram o grid de largada.

“Meu objetivo era terminar essa corrida. E terminar como o melhor estreante me deixou muito feliz. A corrida é muito difícil em todos os sentidos. Desde a tentativa para conseguir um lugar no grid de largada, passando por toda a história que a cerca, até o desgaste de uma prova com mais de três horas de duração”, comentou o piloto brasileiro, que faz sua primeira temporada na Fórmula Indy.

Romancini destacou ainda o aprendizado neste domingo em Indianápolis. Desde administrar o ritmo da prova, até disputar posição ao mesmo tempo em que devia se preocupar com o consumo dos pneus e combustível. Assim colocou o carro da equipe Conquest entre os quinze melhores da prova.

“As últimas 15 voltas foram muito complicadas. Ao mesmo tempo em que eu precisava poupar pneus e combustível, tive que disputar posição com a Simona (de Silvestro)”, ressaltou a disputa que valia, além da 13ª colocação, o posto de melhor estreante. “Ela chegou a me ultrapassar, mas a manobra foi invalidada pela direção de prova por ter sido sob bandeira amarela”, explicou Romancini sobre a manobra que chegou a gerar uma dúvida no resultado da corrida.

Após a bandeirada final, Simona de Silvestro apareceu com a 13ª colocação no resultado, mas poucos minutos depois a direção de prova comunicou extra-oficialmente que a manobra tinha acontecido sob bandeira amarela. Tanto que foi Mário Romancini quem participou da entrevista coletiva como melhor estreante.

O brasileiro ainda ressaltou a estratégia da equipe Conquest, mais conservadora, mas fundamental, na sua opinião, para chegar ao final da prova. “Optamos por sair com mais pressão aerodinâmica. Não tínhamos o carro mais rápido da pista, mas por outro lado era um carro muito consistente”, comentou. Outro desafio lembrado por Romancini foi o traçado ideal nas últimas voltas da corrida.

“Ao longo da prova a borracha que solta dos pneus vai se acumulando na parte externa da pista. Então aquela área fica muito suja e muito traiçoeira. No final da corrida, com mais sujeira, o traçado deve ser muito preciso para evitar um acidente”, disse.

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