IndyCar: Bruno Junqueira é o segundo mais rápido nos treinos em Sonoma

Correria dentro e fora das pistas. Numa semana em que não previa qualquer atividade na pista, Bruno Junqueira (Alcompac/Telemont) foi surpreendido com a possibilidade de treinar em dois circuitos que receberão etapas da Indy Racing League (IRL): o oval de Chicagoland, palco da última etapa; e o misto de Sonoma, na Califórnia, que no dia 24 sedia a 15ª etapa da temporada. E não desperdiçou a oportunidade, inédita ao longo do campeonato (só havia testado em Sebring e Homestead antes do começo das corridas). Nos dois casos, trabalhou muito com a equipe Dale Coyne em busca de um acerto que permita a briga pelas primeiras posições. O mineiro andou bastante, fez várias experiências nas regulagens do Dallara Honda de número 18 e ganhou confiança para o restante do ano.

Bruno já havia saído de Chicagoland com motivos para otimismo. Afinal, se teve na pista apenas a companhia do inglês Justin Wilson, da Newman-Haas-Lanigan, pôde completar 160 voltas e, na melhor delas, chegou à média de 212 milhas por hora (341,km/h), ou 2,6 milhas por hora acima da pole estabelecida em 2007. Nunca é demais lembrar que, em boa parte dos ovais, a diferença entre os times veteranos e aqueles que vieram da extinta ChampCar (caso da Coyne) era de cerca de 5 milhas horárias. “Conseguimos regular o carro de modo a obter maior velocidade e fizemos vários ajustes”, destacou.


Depois de praticamente atravessar os Estados Unidos, de Illinois à Califórnia, Bruno voltou a andar, desta vez no desafiador misto de Sonoma, uma pista curta, veloz e com poucos pontos de ultrapassagem. Mais uma vez, teve um dia repleto, andando nas sessões da manhã e da tarde. Agora, no entanto, contava com a presença de outros 16 pilotos, o que lhe deu um parâmetro ainda melhor de seu desempenho.


Pois o piloto de Belo Horizonte fechou a programação com a terceira melhor marca: 1min17s75, ficando a menos de dois décimos de segundo do australiano Ryan Briscoe, da Penske, vencedor dos GPs de Milwaukee e Mid-Ohio, e superando adversários como Vítor Meira, Oriol Servia, Will Power e Marco Andretti. Ao contrário do que ocorreu em boa parte do ano – enfrentou na maioria circuitos em que nunca havia competido, Bruno chega à próxima corrida com ótima expectativa, disposto a repetir (ou superar) o desempenho de Watkins Glen, em que foi o sexto; ou de Edmonton, quando apenas a quebra do câmbio lhe tirou das mãos um lugar entre os cinco primeiros

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