IndyCar: Meira larga em último em Toronto: “Não sabemos o que houve”

Brasileiro da A.J. Foyt observa que circunstâncias facilitam estratégia para nona etapa da Fórmula Indy.

Após terminarem o último treino livre em 11º, Vitor Meira e a equipe A.J. Foyt viram surgir boa perspectiva para a definição do grid de largada para o GP de Toronto, nona etapa da temporada de 2010 da Fórmula Indy. Contudo, o brasileiro vai largar em último entre os 26 pilotos inscritos na prova deste domingo (18), que marca a metade do campeonato, composto por 17 corridas. A pole-position foi obtida pelo britânico Justin Wilson, da Dreyer & Reinbold Racing.

A decepção era visível no box da A.J. Foyt Racing. “Nós ainda vamos ter de entender o que foi que houve na classificação”, disse Meira. “Definitivamente a gente teve algum problema que afetou bastante os freios. A verdade é que a gente sabe o que está acontecendo, mas não sabe onde está a raiz do problema. Tudo estava perfeito, o carro rendia bem, estava muito rápido e a equipe estava fazendo um trabalho fantástico. Precisamos descobrir o que deu errado”, insistiu.

Depois de quatro voltas na primeira sessão classificatória, Meira, que já se dirigia para os boxes, ficou sem freios acabou batendo na proteção de pneus na curva cinco do circuito de rua de Toronto. “A batida não danificou tanto o carro, porque o treino já estava sob bandeira amarela”, lembrou, citando a intervenção da direção de prova após incidente com Paul Tracy – o canadense da KV Racing Technology havia rodado e ficou com o carro parado no meio da pista.

Meira fez um pit stop e voltou à pista para tentar mais voltas rápidas. “Nós fizemos algumas mudanças no acerto e trocamos os pneus, o carro estava rápido, mas não tão bom quanto no treino livre”, observou. O piloto obteve a 16ª posição no grid. Contudo, ele e Tracy tiveram confiscados os tempos das duas voltas mais rápidas, punição regulamentar para pilotos que provocam bandeiras amarelas nos treinos classificatórios e vão largar, respectivamente, em 26º e 24º.

O piloto brasileiro aposta numa reação satisfatória durante as 85 voltas da etapa canadense. “Só há um momento pior para alguma coisa dar errado que num treino classificatório, e esse momento é a corrida. Normalmente, a gente planeja o trabalho da corrida pensando em avançar sem perder o que já foi conquistado. Eu vou largar em último, não há nada a perder em termos de posição. Então, se você olhar por um certo lado, fica fácil jogar nessas circunstâncias”, ponderou.

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