IndyCar: Vitor Meira surpreende com vice nas 500 Milhas

Na corrida em que a equipe Ganassi era apontada como a maior favorita, a Panther, do brasiliense Vitor Meira, surpreendeu com o segundo lugar na 92ª prova das 500 Milhas de Indianápolis. Vitor chegou atrás somente do neozelandês Scott Dixon, o campeão da Ganassi. Marco Andretti (da Andretti Green) foi o terceiro, o paulista Hélio Castroneves (Penske), o quarto, e Ed Carpenter (Vision), o quinto. O paranaense Enrique Bernoldi (Conquest) terminou em 15º, o paulistano Mário Moraes (Dale Coyne), em 18º, e o mineiro Bruno Junqueira, em 20º. Os pilotos Tony Kanaan (Andretti Green) e Jaime Câmara (Conquest) bateram e não terminaram a prova.

Vitor largou em oitavo, caiu para 13º, no início da corrida, e foi ganhando posições, chegando a liderar por 12 voltas, quando foi ultrapassado por Dixon.  No último pit stop a equipe Panther ainda tentou uma estratégia para ser mais rápida que a Ganassi e fazer Vitor sair do boxe na frente de Dixon. “Eu precisava de um pouquinho mais de asa dianteira. Isso dificulta um pit stop em dois segundos mais ou menos. Acabou que se decidiu não pôr (asa) e apostou-se num pit stop mais rápido. Foi um erro ou um acerto, porque a gente nunca vai saber o que seria da outra forma”, explicou o vice-campeão.

Vitor volta ao pódio de Indianápolis depois de três anos. Em 2005, ele também foi vice e nos últimos dois anos terminou em décimo. “Duas vezes segundo lugar e quase vitória, né? Isso é fantástico. Dá mais confiança para o resto do campeonato e pro ano que vem”, comemorou.

O bicampeão Hélio Castroneves, largou em quarto e tentava uma terceira vitória nas 500 milhas, mas teve um problema no bico do carro e foi parar em 12º por causa da ida forçada ao boxe. Ele ainda recuperou posições, mas cedeu o terceiro lugar a Marco Andretti já nas últimas voltas.

“A pista tava complicada, pelo calor, e a gente procurou ser um pouco mais conservador. A gente percebeu que o Marco (Andretti) tirou mais pressão aerodinâmica e o Vitor já estava assim. Era um daqueles vamos arriscar ou não vamos? Tentei gente, tentei mesmo, mas tava difícil de segurar”, lamentou.

Enrique Bernoldi foi para a pista com o objetivo de pelo menos terminar a prova e ficou satisfeito com 15º lugar, depois de largar em 29º. Ainda no começo da prova, o paranaense teve o carro atingido por uma peça do piloto Grahan Rahal e ele chegou a ficar uma volta atrás do líder. “Os mecânicos trabalharam bem, trocaram a suspensão. Perdi uma volta, mas com uma estratégia consegui recuperar essa volta e o carro tava rápido”, explicou.

“Eu tô feliz por ter terminado a corrida, não só por ser a Indy, mas porque foi a primeira corrida de oval que terminei”.

O mais jovem brasileiro na Indy, também fez uma boa estréia nas 500 Milhas. Mario Moraes, de 19 anos, largou em 28º, e vibrou ao liderar por duas voltas, quando os pilotos da frente pararam nos boxes. “(A sensação) é demais. Não tem nem como explicar”.

“Foi uma estréia razoavelmente bem. Com certeza toda vez que entra na pista, a gente quer ir melhor. Mas foi bom, o time trabalhou bem”, comentou o 18º colocado.

Já Bruno Junqueira não teve muitas razões para comemorar. Depois de largar em 15º, ele também chegou a liderar a prova, mas perdeu o espelho retrovisor e teve que ir para o boxe, perdendo várias posições. “A equipe não tava preparada, não tinha retrovisor reserva e perdi 16 voltas. Fiquei 16 voltas atrás e depois fiquei passeando“, explicou.

“Eu acabei terminando em vigésimo, isso é uma pena, porque eu tinha carro com certeza para terminar entra os dez primeiros ou até melhor e não deu”.

Kanaan bate quando liderava

Tony Kanaan esteve mais uma vez próximo da vitória. Nas sete participações das 500 Milhas ele ficou no topo por pelo menos uma volta. Hoje largando em oitavo Kanaan alcançou a liderança na volta 97 e só saiu de lá por causa de um acidente. Numa ultrapassagem forçada de um colega de equipe, ele bateu no muro e ainda atingiu a piloto Sara Fisher. “Eu evitei a batida. Eu não vou jogar dois pilotos da mesma equipe pra fora. Então já que tem que sair, ia ter que ser eu, e eu resolvi fazer o que eu fiz”, explicou o piloto que terminou em 29º.

“Foi uma manobra muito estúpida do Marco Andretti, principalmente naquela hora da corrida, não precisava disso, infelizmente como sempre eu estou na liderança e alguma coisa acontece”, reclamou.

Outro brasileiro que também bateu forte foi Jaime Câmara. Ele largou em 30º e estava em 24º quando perdeu o controle do carro, indo de encontro ao muro.

“O carro tava bom, mas toda volta ele tava ficando mais dianteiro, e chegou num ponto que tava muito dianteiro, especialmente no tráfego. Eu acabei entrando na (curva) um atrás da Sarah Fisher no tráfego, que atrapalhou muito e não consegui segurar o carro e bati”, explicou.

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