IRL: Circuito de rua de St. Petersburg dá novo aspecto à categoria na segunda etapa

Corrida deste domingo vai confrontar os 19 pilotos da categoria em 100 voltas pelo traçado com extensão de 1,8 milha da Flórida.


Uma semana depois do trágico acidente que tirou a vida do piloto Paul Dana, a Fórmula Indy volta à ativa para a segunda etapa da temporada de 2006. A corrida deste domingo (2) em St. Petersburg vai conferir um aspecto diferente à categoria, que consagrou como característica principal as acirradas disputas em circuitos ovais. Desta vez, a vitória e os 50 pontos estarão em jogo num circuito misto, improvisado em 14 curvas nas ruas da cidade da Flórida.

Em 2005, a corrida em St. Petesburg foi dominada pela equipe Andretti-Green, que colocou seus pilotos nas quatro primeiras colocações. A vitória foi do inglês Dan Wheldon. O brasileiro Tony Kanaan ficou segundo, à frente do escocês Dario Franchitti e do norte-americano Bryan Herta. No que muitos definiram como “a corrida da concorrência”, o melhor foi o também brasileiro Vitor Meira, então na Rahal-Letterman, que recebeu a bandeirada em quinto.

Nada indica, no entanto, que o time de Michael Andretti e Jamie Green vá manter hegemonia absoluta. Mesmo tendo dominado os primeiros treinos livres, a tendência é de tenha uma disputa baseada na estratégia com a Ganassi Racing, que venceu a corrida do último domingo (26) em Homestead com Wheldon, e com a Penske, que apesar da rivalidade interna entre o americano Sam Hornish Jr. e o brasileiro Hélio Castroneves é sempre uma das favoritas.

Se a disputa num circuito de rua torna a categoria diferente aos olhos do público, para os pilotos é sinônimo de muito trabalho a mais. “O trabalho de acerto do carro é totalmente diferente daquilo que você está acostumado a fazer durante o ano todo”, diz Meira, que neste ano defende a equipe Panther. “Você começa a preparação da estaca zero, isso pode acabar equilibrando um pouco as coisas. É um mundo bem diferente das corridas em ovais”, compara.

Assim, a chance do resultado ser decidido nas diferentes estratégias de pit stops adotadas por cada equipe torna-se bem maior. “No ano passado, eu fiquei em quinto porque a estratégia que adotamos não deu muito certo”, lembra. Naquela ocasião, largando em 12º, Vitor economizou o que pôde de combustível na fase inicial, mas seu plano de se aproveitar disso nas voltas finais esbarrou na aposta feita no número de voltas sob bandeira amarelas.

A prova nas ruas de St. Petersburg terá largada às 16h30 de Brasília, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal Bandsports. A narração é de Celso Miranda e comentário de Willy Herrmann. A Rede Bandeirantes vai exibir um VT com os melhores momentos da corrida em canal aberto às 23h30, mesmo horário a partir do qual a Rede 21 exibirá um programa especial sobre a corrida.

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