Jogos: Do Atari 2600 ao PlayStation 3: A evolução dos jogos de Fórmula 1

A Activision estreou a Fórmula 1 no Atari 2600 com Grand Prix, jogo que trouxe quatro pistas cheias de manchas de óleo, pontes e adversários pouco inteligentes que faziam de tudo para você não chegar em primeiro. A tela cinza representava o asfalto visto de cima, e os oponentes bem coloridos faziam o jogador subir e descer na tela para tentar a ultrapassagem. Embora o aclamado ’Enduro’ tenha ganhado a preferência da maioria, Grand Prix é o primeiro jogo para Atari 2600 a trazer elementos parecidos com o formato da Fórmula 1.

 

 

Formula 1 Simulator (Mastertronic, 1985)

A Mastertronic alcançou um novo patamar com seu Formula 1 Simulator,
lançado em 1985 para Amstrad CPC, Commodore 64 e MSX. Apesar das poucas
opções na paleta de cores, a versão para C64 trouxe algumas boas
evoluções, como a câmera posicionada na traseira do carro, cenários no
horizonte, marcador de volta, tempo, velocidade e pontuação. A pista,
porém, era toda cinza, e delineada por uma grama verde.

 

 

Nigel Mansell’s Grand Prix (Martech , 1988)

O primeiro jogo a carregar o nome de um campeão foi Nigel Mansell’s
Grand Prix, lançado para Amiga, Amstrad CPC, Atari ST e ZX Spectrum, no
final da década de 80. O jogo recriou os 16 circuitos da época com
certa perfeição, e oferecia fase de qualificação em três voltas, além
de corridas que podiam ser encurtadas para cinco ou 20 voltas. Assim
como os veículos da época, no jogo era possível usar uma espécie de
turbo, fato que aumentava o risco de ficar sem combustível no meio da
corrida e acelerava o desgaste do carro gerando mais paradas nos boxes
para troca de pneus. A tela era dividida na horizontal, com a pista na
parte de cima, e uma dezena de informações na parte de baixo. Em alguns
pontos dos circuitos podia-se ver a pista no sentido contrário.

 

 

Ferrari Formula One (Electronic Arts , 1989)

A Electronic Arts, com apoio oficial da Ferrari, lançou em 1989,
para PC, Amiga e Atari ST, seu novo simulador de Fórmula 1. O jogo
levou para a tela da TV todos os pilotos e equipes da temporada de
1986, com direito a teste de carro na pista de Maranello, acerto de
aerodinâmica no túnel de vento, e corridas no circuito de Fiorano. A
duração da corrida também podia ser definida pelo jogador, assim como a
participação em treinos e sessões qualificatórias. Na hora de ajustar o
carro para a corrida, era possível selecionar o tipo de asa, o composto
dos pneus e quantidade de combustível. Para fechar com chave de ouro, a
EA ainda programou a visão de dentro do cockpit, com direito a
retrovisor.

 

 

Super Monaco GP (SEGA of America, 1990)

Super Monaco GP brilhou muito nos arcades, e acabou ganhando
adaptações para Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, Game Gear,
Mega Drive, Master System e ZX Spectrum. De todas elas, a versão para o
16-bits da Sega foi a mais aclamada, era superior, e trazia um inovador
modo ’carreira’, com contagens de pontos e a possibilidade de mudar de
equipe ao vencer determinados desafios e pilotos. Todos os 16 circuitos
oficiais da Fórmula 1 foram representados no jogo com toda a fidelidade
que o hardware permitia. A parte superior da tela mostrava o
retrovisor, tempos das voltas, recorde de volta, tempo total e posição.
Na parte inferior, a visão mostrava o cockpit do carro, velocímetro,
indicador de marcha e mapa do circuito. Mesmo usando nomes genéricos
para equipes e pilotos, o jogo foi considerado um dos melhores para o
Mega Drive na época.

 

 

Nigel Mansell’s World Championship (GameTek, 1993)

A vitória do britânico Nigel Mansell em 1992 serviu de apoio para a
Gremlin Graphics Software Ltd., lançar um ano depois um jogo licenciado
pela FIA. Nigel Mansell’s World Championship, teve versões para Amiga,
Amiga CD32, Amstrad CPC, Atari ST, DOS, Game Boy, Mega Drive, NES,
Super NES e ZX Spectrum. De todas essas versões, a lançada para Super
NES se imortalizou por trazer o melhor conjunto da obra. Nos 16
circuitos internacionais disponíveis, 12 carros disputavam a liderança
das corridas que poderiam durar de três a 20 voltas. Antes de cada
prova, era possível ’calibrar’ o veículo ajustando a asa, caixa de
câmbio, tipo de pneu e abastecimento. Esta versão também ficou famosa
por incluir o modo ’Improve With Mansell’, em que uma versão
digitalizada de Nigel Mansell aparecia no topo da tela para dar algumas
dicas de pilotagem.

 

 

Formula One World Championship: Beyond the Limit (Sega, 1994)

O lançamento de “Beyond the Limit”, para o Sega CD, pode ser considerado um marco na história
dos jogos de Fórmula 1. Além de usar muito bem a licença oficial da
FIA, a Sega Sports conseguiu comprimir em um CD uma quantidade
invejável de vídeos oficiais da Fuji Television Network, Inc., em FMV.
O jogo reuniu todos os circuitos e pilotos (35) das diferentes equipes
que disputaram a temporada de 1993 com realismo de som incrível –
inclusive na pista de teste fictícia “Sega Park Circuit”. Ayrton Senna
foi o único piloto que não estava oficialmente em “Beyond the Limit”,
mas por um bom motivo: a licença do brasileiro era exclusiva de “Ayrton
Senna’s Super Monaco GP II”, lançado para Mega Drive.

 

 

Formula 1 ’96 (Psygnosis, 1996)

Na segunda metade da década de 90, a Psygnosis, conhecida por seus
“Destruction Derby”, comprou licenças de pilotos, pistas e equipes da
Fórmula 1, e criou um dos simuladores mais detalhados do PlayStation. O
jogo lançado em 1996 para o console de 32-bits da Sony contava com
praticamente tudo da temporada de 1995 de Fórmula 1: pilotos reais,
análise detalhada dos circuitos, performance dos veículos e asfalto,
ângulos de câmera exclusivos da Fuji Television, sistema de contagem de tempo oficial e narração do competente comentarista Murray Walker.

Formula 1 ’96 foi o primeiro a oferecer um modo de corrida em que
dois jogadores competiam interligados, com dois videogames e TVs,
através de um cabo especial, e também oferecia suporte ao
controle-volante da MadCatz, que melhorou significativamente a
experiência de jogo. Mesmo com todas essas opções e informações na
tela, o simulador de Fórmula 1 da Psygnosis rodava a no mínimo 30
frames por minuto. Graças a todas essas características e detalhes,
cada partida terminava como um espetáculo único de qualidade
indiscutível, que certamente ajudou a definir a trilha seguida seguida
pelos jogos de Fórmula 1 atuais.

 

 

Formula One 2001 (Psygnosis Liverpool Studios, 2001)

Até o lançamento de “Formula One 2001”, para PS2, a licença da FIA
passeou por produtoras e desenvolvedoras trazendo o básico: todos os
pilotos da temporada atual (ou anterior), física melhorada e opções de
ajuste diferenciadas. Nenhuma outra empresa se arriscava a lançar um
jogo de Fórmula 1 sem os pilotos, pistas, veículos e patrocinadores
reais.

A edição de 1997 (PSone, PC) foi desenvolvida pela Bizarre Creations
e produzida pela Psygnosis; em 1998 (PSone), entrou em cena a “Visual
Sciences Ltd.” para desenvolver o jogo publicado pela Bizarre
Creations. A desenvolvedora escocesa comandada por Russell Kay,
programador do clássico Lemmings (PC), cedeu o lugar para outra
desenvolvedora em 1999 (PSone, PC), a Studio 33. Em 2000, a Sony
Computer Enterteinment assumiu o lugar da Bizarre Creations na produção
do jogo, lançado em um momento em que o foco era o PlayStation 2.

A edição seguinte foi lançada no final de 2001 para o PlayStation 2 e fazia bom uso de seus impressionantes
128-bits. Trabalhando com muito mais potência e um mundo novo inteiro
para conquistar, a Psygnosis, agora como desenvolvedora, usou a licença
da FIA para repetir o feito dos jogos anteriores utilizando um poder de
processamento maior. Produzido pelo 989 Studios, o jogo cumpriu seu
papel, e replicou no mundo virtual a temporada 2001 de Fórmula 1, com
todos os 17 circuitos oficiais, 11 equipes e seus 22 pilotos.
Diferentes modos de jogo permitia ao jogador correr poucas voltas, ou
enfrentar o desafio real de piloto e encarar uma corrida inteira – a
opção de salvar a qualquer momento foi uma das novidades. Nada muito
espalhafatoso, mas digno de lembrança.

 

 

 

 

Formula 1 Championship Edition (SCE Studio Liverpool, 2007)

O formato definido por Formula 1 ’96, lançado para PSone, foi sendo
melhorado com os anos, e cada produtora e desenvolvedora soube tirar
proveito dos consoles mais poderosos até chegar ao PS3. Antes disso,
ainda nos consoles de 128-bits, produtoras e desenvolvedores ainda
brigavam pela licença da FIA.

A edição de 2002 foi produzida pela Electronic Arts e desenvolvida
pela Visual Sciences Ltd. O jogo apenas atualizou o torneio virtual de
Fórmula 1 e adicionou a jogatina para até quatro jogadores offline. Em
2003, a SCEE, em parceria com a SCE Studio Liverpool, fechou contrato
de exclusividade por quatro anos com a Formula One Administration Ltd.
O primeiro fruto foi um jogo com tudo o que permite uma licença oficial
da FIA; carros, pilotos e equipes atuais, além de outras opções mais
detalhadas.

Em 2004, a Sony Computer Entertainment Europe lançou Formula One 04,
para PS2. O jogo desenvolvido pela SCEE Liverpool Studio mais uma vez
atualizou equipes, pilotos e circuitos, incluindo as novas pistas em
Barein e Xangai. Uma das maiores novidades
foi a inclusão do modo online pela primeira vez na série. No ano
seguinte (2005), o PS2 recebeu mais uma versão atualizada do jogo, mas
sem grandes novidades. Em 2006, as versões para PSP e PlayStation 2 do
jogo oficial da Fórmula 1 trouxe o modo Network Play, que permitia
correr no PS2 contra usuários do PSP e vice-versa.

O primeiro jogo de Fórmula 1 oficial para PlayStation 3 trouxe os
pilotos, circuitos e veículos da temporada 2006, vencida pelo espanhol
Fernando Alonso. Mesmo assim, ver Felipe Massa ao lado de Michael
Schumacher na Ferrari, e outras faltas de “atualizações” em um
lançamento de 2007 não tira os méritos do melhor jogo baseado na
categoria até então. No modo principal, você começa como aspirante, e
segue carreira em busca de carros melhores. Agentes, e-mails com
objetivos e missões fazem parte da dia-a-dia de piloto por cinco anos
virtuais – o desafio vai longe.

O modo para múltiplos jogadores local deu lugar ao modo online, via
PlayStation Network ou LAN com dois PS3, para até 11 jogadores. A opção
de controlar com o SixaxiS também foi uma boa jogada de marketing, que
na realidade não funcionava tão bem em um jogo tão competitivo.
Visualmente impecável, Formula 1 Championship Edition oferece cenários,
carros e situações climáticas que impressionam até hoje, a ponto de
querer usar óculos para evitar os incômodos raios de Sol. O efeito da
chuva batendo na tela e escorrendo para os lados contribui para o
realismo, e prejudica de verdade na pista. Simplesmente, perfeito!

 

Fonte: Hardgamer

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