Kart Nacional: Acusados de organizar corrida clandestina de Carpina fazem jogo de empurra

Três apontaram o promotor público de Timbaúba, João Elias Filho, como um dos ?articuladores? das provas clandestinas na Zona da Mata Norte

Tidos como os organizadores da corrida de domingo (2/6), em Carpina, o mecânico Edilson Pedro da Silva e os microempresários Diego Mendonça e Adevangeno Bastos prestaram depoimento ao delegado Hilton Pereira, responsável pela investigação da morte do empresário e piloto amador Fernando Antônio Lopes Leite Filho, após um acidente no circuito de rua.

O primeiro disse que era o encarregado por montar a pista, enquanto os outros dois afirmaram que foram chamados apenas para fazer a divulgação do evento e captar patrocínios. Os três apontaram o promotor público de Timbaúba, João Elias Filho, como um dos “articuladores” das provas clandestinas na Zona da Mata Norte. “Agora, teremos mais pessoas para investigar”, disse o delegado.

Paraibano, João Elias Filho tem história no automobilismo nordestino. Ele é piloto de kart profissional e disputa importantes campeonatos na Região. Nos vídeos do acidente do empresário em Carpina, ele aparece às margens da pista, vestindo uma camisa vermelha da Ferrari. O promotor acompanhava o filho, João Elias Neto, que participava da prova clandestina.

Procurado pela reportagem do JC, ele negou com veemência que integrasse a organização da corrida de domingo. No entanto, confessou que era uma espécie de “conselheiro” do Interior Kart Clube, uma entidade ilegal que promove provas da modalidade sem o consentimento da Federação Pernambucana de Automobilismo (FPA).

“Eu não tenho nenhum cargo no clube, mas sempre aconselho o pessoal, porque tenho muita experiência no kartismo. O pessoal estava dando os primeiros passos para legalizar a entidade. É que são muitos gastos para deixar tudo certinho: tem que abrir empresa, arrumar uma sede e por aí vai”, explicou. “Quando cheguei em Carpina, no domingo, eu comentei sobre os riscos do pessoal correr ali. A pista estava muito perigosa”, finalizou o promotor.

O mecânico Edilson da Silva confirmou em depoimento que não tinha o alvará da prefeitura de Carpina, que era uma das patrocinadoras do evento, para realizar a prova de kart. No entanto, na opinião do delegado Hilton Pereira, isso não a exime de responsabilidades. “A prefeitura sabia da prova, pois liberou uma ambulância e guardas municipais para ficar no local. Por isso, vou intimar pessoas da prefeitura para depor no caso”, afirmou Hilton.

Fonte: Jornal do Commercio

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