Kart Nacional: Pilotos envolvidos na prova clandestina de Carpina prestes a ser descrdenciados

O presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo (FPA), Waldner Bernardo, promete ser rigoroso com pilotos profissionais que tenham a presença confirmada

Quatro pilotos  profissionais, que são licenciados pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), estão sendo investigados por terem participado da corrida de kart clandestina em Carpina, no domingo (2/6), quando morreu o empresário e competidor amador Fernando Antônio Lopes Leite Filho, de 32 anos, após se chocar contra um poste que ficava às margens do circuito de rua montado no Pátio de Exposições da cidade. Se confirmada a presença deles na prova, terão as habilitações suspensas por tempo indeterminado e serão multados em até R$ 50 mil.

Do quarteto, dois confirmaram ao JC presença na prova em Carpina: o pernambucano Michel Funini e o paraibano João Elias Neto. Os outros dois suspeitos são do Recife e não atenderam as ligações da reportagem: Gilnei Oliveira e Pablo Tiago. “Realmente, eu estava na corrida em que o rapaz morreu. A pista estava um pouco escorregadia, mas só representava perigo realmente aos mais novatos”, disse Funini. Todos os 11 pilotos que estavam na prova serão intimados a depor na delegacia de Carpina nos próximos dias.

O presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo (FPA), Waldner Bernardo, promete ser rigoroso com pilotos profissionais que tenham a presença confirmada na prova clandestina em Carpina. “É um absurdo que um profissional se arrisque desse jeito, em eventos ilegais no meio da rua, sem o aval da FPA. Não vamos deixar barato. Se for confirmada a presença desses pilotos, vamos cobrar junto à Confederação Brasileira de Automobilismo para que as licenças deles para pilotar sejam suspensas por tempo indeterminado”, disse o mandatário da entidade local.

A punição exigida pelo presidente da FPA se baseia no artigo 26 do Código Desportivo Automobilístico, que reza o seguinte: “Quem se inscrever, pilotar, exercer função oficial ou tomar parte de qualquer maneira em uma prova sem a supervisão da CBA, será suspenso e multado”. “Temos que fazer valer a lei para que essas punições sirvam de exemplo para os outros. Não podemos permitir coisas assim”, comentou Waldner Bernardo.

Sobre a ação judicial que a FPA vai mover contra a Prefeitura de Carpina e contra os organizadores da corrida clandestina, Waldner explicou que vai esperar o fim da investigação policial. “Vamos esperar a hora certa de acionar os responsáveis na Justiça. Esse caso não pode ficar assim, pois manchou a imagem do esporte a motor de Pernambuco”, finalizou.

Fonte: Jornal do Commercio

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