Moto: Investimentos e inovações empolgam os pilotos do SuperBike Series

Nunca foi investido tanto para se realizar um campeonato de motovelocidade no Brasil como no SuperBike Series.

Inicialmente, o orçamento previsto para a temporada 2010 girou em torno dos R$2 milhões e os números poderão aumentar ainda mais ao decorrer da temporada. A organização do campeonato tem impressionado bastante aos pilotos, que aguardam ansiosos o momento de entrar na pista.“A expectativa é grande, porque há muito tempo não se via nada como esse campeonato. Ano passado foi complicado, nessa época do ano nem calendário definido a gente tinha. Este ano, além de estar tudo pronto, a estrutura está completa e estou muito animado”, afirmou Sérgio Morsa, piloto da equipe Suzuki Santander.

 
Alecsandre Brieda, o Doca, segundo colocado na prévia do campeonato, que aconteceu em novembro, ressalta o empenho dos organizadores da competição. “Essa organização tem que ter. Sou profissional e dependo muito dos patrocinadores para correr. Eu acredito, os parceiros acreditam e vamos deixar as coisas acontecerem. O campeonato vai dar certo porque a gente quer. Quanto melhor o campeonato mais retorno a gente tem”.
 
Com quinze etapas, o SuperBike Series praticamente dobra o número de provas para os pilotos, que tinham de aguardar muito tempo para começarem a competir. “Ano passado participei de doze provas. Sobretudo nas corridas mais distantes, a indefinição no calendário fez com que tivéssemos de fazer um grande esforço para conseguir dinheiro. Nesse ano temos a maioria das provas em São Paulo, que tem, de longe, o melhor autódromo do país”, explicou Morsa.

Aos poucos, o SuperBike Series poderá apresentar condições ideais para ser uma grande competição, completando uma lacuna existente na modalidade. “Estamos visando fazer um bom campeonato, mas claro, sempre há um começo e sempre existem coisas para serem melhoradas”, lembra Bruno Corano.
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Diferente das provas realizadas habitualmente no Brasil, pela primeira vez uma prova de moto oferece estrutura e serviços com o padrão do mundial de motovelocidade. O número de cabines de pista será maior que o habitual. Serão utilizadas mais de vinte e nelas, ao invés de ter apenas um, serão posicionados dois comissários por cabine.
 
“Neste quesito nunca tivemos nada semelhante nos campeonatos de motovelocidade no Brasil. Em outros campeonatos ficava apenas uma pessoa por cabine e mesmo assim muitas delas permaneciam vazias, o que deixavam os pilotos um pouco perdidos durante as provas”, destaca Corano.
 
Cada elemento fora da pista será bem sinalizado, um outro diferencial do SuperBike Series. Serão mais de cinquenta placas de pista, que indicarão para os principais pontos do paddock como a sala de cronometragem, secretaria de prova e a sala de imprensa. Infláveis e bandeiras promocionais dos patrocinadores serão posicionados em diversos pontos do circuito.
 
Outro investimento de grande porte foi feito para transmitir a prova pela televisão, com a captação de imagens à cargo da Master TV e transmissão da ESPN Brasil. A empresa fará os mesmos trabalhos feitos para a geração das imagens da Stock Car e da Formula Truck, as duas maiores competições do esporte a motor nacional. Ao todo serão 10 câmeras, que registrarão os melhores momentos da prova. A narração será de Luciano KDra Lancellotti, com comentários de Gian Calabrese e reportagens de Anita Pashkes.
 
Para quem quiser acompanhar as provas ao vivo, ainda há distribuição gratuita dos ingressos de arquibancada em mais de dez pontos credenciados de São Paulo. As credenciais de Paddock também estão à venda ao preço de R$35. Para conferir os pontos de venda, basta acessar o site www.superbike.com.br. O SuperBike Series é uma realização da MotoSchool. Patrocínio de Pirelli, Kawasaki, Maxima Racing Oils, Alpinestars, Alemão Pneus, Shark. Apoio São Paulo Turismo e Prefeitura da Cidade de São Paulo.

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