Motovelocidade: Campeonato Brasileiro começa no Rio com novidade: motos de 125cc

Volta da categoria que representa a porta de entrada da modalidade trará, de volta, a disputa multimarca. Para competir, basta ter uma moto dessa cilindrada, com carenagem apropriada para competição.

Os modelos de 125cc integram um segmento que absorve quase 90% das vendas do mercado brasileiro de motocicletas, e podem ser vistos rodando em qualquer cidade do país. Nas pistas de corrida, no entanto, as provas da categoria que representa a porta de entrada para o universo do motovelocidade estavam fora do Campeonato Brasileiro nos últimos dois anos.

Em 2009, a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) reativou a competição e implantou novidades no regulamento técnico da 125cc, que prometem devolver a categoria à posição de maior celeiro de talentos do esporte. No passado, a classe das motos de pequeno porte chegou a reunir 50 pilotos por etapa, e ostentou a posição de maior grid do campeonato nacional.

A principal novidade para este ano é a introdução de uma categoria multimarca, de preparação livre. No passado, a categoria 125cc aceitava apenas modelo Honda, e perdeu força com a estratégia da marca japonesa de elevar para 150cc a capacidade dos motores de seu principal modelo de rua. A novidade colocará frente a frente as principais fabricantes do país, já que Suzuki, Yamaha e Sondown – que ao lado da Honda fecham o grupo das quatro maiores do país – têm modelos competitivos nesse segmento.

“O regulamento da 125cc só exige que o competidor respeite os valores de peso e potência estipulados pela CBM. Na prática, isso significa que uma moto de rua, equipada com uma carenagem de competição, pode ser inscrita no torneio. Esta será uma excelente porta de entrada para a motovelocidade, e deve atrair não só jovens que começam a se interessar pelo universo das duas rodas, mas também pilotos mais velhos que queiram começar a competir”, disse o empresário e motociclista paulista Orlando Sgarbi Filho, diretor da Corsa Comercial Ltda., que atuará na distribuição e montagem dos pneus Pirelli na categoria.

A Confederação Brasileira de Motociclismo não descarta a possibilidade de divisão da categoria 125cc nas classes Júnior e Adulto, caso o interesse de pilotos de diversas idades seja grande. A idade mínima para participar do torneio é de 16 anos. Pilotos menores de 18 anos, no entanto, só correm com autorização dos pais.

O diretor da Corsa, um dos grandes entusiastas da nova proposta, acredita que a categoria 125cc terá um apelo interessante neste ano, e vai aproximar o motovelocidade do principal público dos fabricantes de motocicletas do país. “Vejo de maneira muito positiva a confirmação da volta da categoria 125cc, desta vez no formato multimarca”, disse ele. “Isso equivale a fazer um campeonato entre carros de motor 1.0, que representaram 78% dos automóveis vendidos no país no mês de abril, por exemplo. Além das velocidades mais baixas, que tornam a competição mais segura para pilotos novatos, uma categoria como esta apresenta custos reduzidos. E isso é fundamental para o interesse de novos praticantes”, acrescentou.

Outra novidade do campeonato é o retorno do Rio de Janeiro ao calendário, onde serão realizadas duas etapas, assim como ocorre em São Paulo. “A volta do Rio sempre foi um desejo dos pilotos. Em conjunto com a Federação estamos trazendo de volta o formato do Campeonato com oito etapas”, comentou há algumas semanas o presidente da CBM, Alexandre Caravana.

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