Mundial de Kart: Pilotos estrangeiros optam por trabalho em família em Guaratinguetá

Campeonato começa apresentando diferenças culturais entre ingleses e brasileiros no trabalho de pista.

Com nove pilotos vindos da Inglaterra e Irlanda, e outros 11 brasileiros, Campeonato Mundial de Biland Kart, que começou a ser disputado nesta quinta-feira (23) em Guaratinguetá, interior de São Paulo, mostra também um grande intercâmbio de culturas.


 


Enquanto no Brasil os pilotos da modalidade são acostumados desde cedo com equipes e uma grande estrutura de apoio, os britânicos preferem o trabalho em família. Para estes últimos, os mecânicos, preparadores, nutricionistas, massagistas e incentivadores dos pilotos se resumem em apenas uma pessoa: o pai.


 


Durante a montagem dos karts na quarta-feira e os treinos de hoje em Guaratinguetá, cenas como as protagonizadas por Ben Bertolini e seu pai, Mark, foram constantes. Os dois trabalharam juntos no setup do equipamnto, que rendeu ao inglês de 17 anos a sétima posição entre os 20 participantes no segundo treino livre da competição.


 


Ben admitiu que, em algumas oportunidades, seu pai recorre à ajuda de equipes para solucionar problemas em seu kart, mas enfatizou que na maior parte do tempo os dois são os únicos responsáveis pelo equipamento.


 


“Na Inglaterra é muito comum os pais trabalharem nos karts dos filhos. Isso não é sinal de falta de profissionalismo. É da nossa cultura”, revelou o piloto. “Os custos caem bastante”, completou. Quando precisam de uma estrutura maior, contratam mecânicos que cobram o equivalente a R$ 700,00 por dois dias de serviço.


 


Rivais dentro da pista – A relação entre pais e filhos nas delegações estrangeiras, às vezes, vai além dos limites do box. Os irlandeses Eamonn e David Yamamoto começaram a correr com os motores quatro tempos da Biland em 2007 e fazem, literalmente, uma disputa familiar pelo título de Campeão Mundial da categoria.


 


“Tenho bastante experiência, mas meu filho é a estrela da nossa equipe”,  Eamonn, um veterano de 52 anos de idade e mais de 30 dedicados a competições de kart. “Nós estávamos ansiosos por competir com pilotos de outros países, e ficamos desapontados com a possibilidade do Mundial não ocorrer”, relembrou o sempre sorridente irlandês.


 


Na manhã desta quinta-feira, no entanto, os brasileiros assumiram os papéis de favoritos ao título. André Giroto fechou a primeira sessão com o melhor tempo (51s869), seguido por Daniel Ramalho (52s325) e Alex Grigoletto (52s337). No treino seguinte, a garota Jennifer Costa roubou a cena ao estabelecer a marca de 51s173. Alberto Cattucci foi o segundo mais rápido (51s674), à frente de Daniel Ramalho (51s810). O melhor estrangeiro foi Steve Bell, da Inglaterra, com o tempo de 52s036.

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