Outras: 200 km de Buenos Aires gera US$1 mi

Com a atenção das principais empresas ligadas ao automobilismo, ações de marketing específicas e até pilotos estrangeiros convidados especialmente para o evento, os 200 km de Buenos Aires são o maior expoente da TC 2000, categoria de turismo de maior sucesso da Argentina. Meses depois de ver as negociações com a Stock Car fracassarem, os organizadores da prova comemoram uma movimentação financeira de cerca de US$ 1 milhão (R$ 1,62 mi).

O sucesso é especialmente comemorado por causa da crise econômica que vive a Argentina, explicação para a diminuição de investimento promocional em cerca de 20% em relação ao aporte de 2007. O que compensou a evasão de apoio foi o público de 60 mil espectadores.

Houve diminuição até mesmo no número de convidades para os hospitallity centers. Grande trunfo das parceiras da TC 2000, assim como acontece na Copa Nextel Stock Car, as áreas vips foram esvaziadas, mas, ao contrário do que poderia se esperar, cresceram em qualidade.

“Sem dúvida notamos a crise que ronda o nosso país. Empresas que no ano passado convidaram 250 pessoas nesta temporada reduziram esse número para 200. Mesmo assim o balanço é altamente positivo”, disse Pablo Peón, principal responsável pela organização da TC 2000.

A briga pela audiência nos HC’s foi marcada por fortes ações de marketing. Para vencer a disputa por espaço com uma Ferrari 550, a Chevrolet trouxe ao autódromo três carreteiras usadas pelo piloto Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão da Fórmula 1.

O movimento entre as marcas deve ficar ainda maior na próxima temporada. Isso porque a Fiat e Citroen estão próximas de acertarem com a categoria, sendo que a última só deve estrear em 2010. O atrativo para as montadoras é o modelo de carro. Ao contrário do que acontece com a Stock Car, em que o chassi é único, os veículos da TC 2000 são baseados nos modelos de rua.

Esse diferencial é, inclusive, um dos empecilhos para uma possível parceria com a similar brasileira. O maior de todos os obstáculos, porém, é o calendário, que não comporta os interesses das emissoras donas dos direitos de transmissão nos dois países, Rede Globo e Grupo Clarín.

“Os grandes problemas para essa parceria são as datas. Nos dois países temos limitações que evitam a sobreposição de provas. Mesmo assim não acho que nosso projeto conjunto tenha fracassado, porque ainda vejo possibilidades futuras”, disse Peón.

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