Outras: Danilo Dirani testa na ChampCar Atlantic e impressiona equipes

Destaque da Fórmula 3 Inglesa em 2005 e piloto do programa de desenvolvimento da Honda na Fórmula 1, o brasileiro Danilo Dirani viveu uma nova experiência essa semana, desta vez do outro lado do Atlântico.


O piloto paulista, de 23 anos, participou de dois dias de testes (terça e quarta – 29 de fevereiro e 1º de março) com equipes da Champ Car Atlantic, no autódromo de Buttonwillow, na Califórnia (EUA).

Disputada sempre como corridas preliminares da Champ Car (Fórmula Mundial), a Fórmula Atlantic foi porta de entrada de vários pilotos no automobilismo, como Gilles Villeneuve e Bobby Rahal, além de Michael Andretti e Jimmy Vasser. Jacques Villeneuve e Keke Rosberg, campeões na Fórmula 1, também passaram pela categoria.

Nos testes desta semana, Dirani andou com o carro da temporada passada, com motor de 250 cavalos de potência. O novo modelo terá motor Cosworth com cerca de 300 cavalos.

Com a mudança para esse ano, apenas cinco carros participaram do teste, que tinha como objetivo avaliar novos pilotos. No primeiro dia, Danilo testou pela equipe Condor Motorsports, atual campeã. Depois andou com o carro da Brooks Associates Racing.

“Foram dois dias muito bons, especialmente o segundo. Completei minha melhor volta em 57s01, o tempo mais rápido já registrado pelas equipes em testes nesse circuito. Fui quase dois décimos mais rápido que o melhor tempo anterior e isso acabou impressionando o pessoal da categoria. No final do dia, os chefes das equipes vieram conversar comigo e disseram que gostaram bastante do resultado”, contou Dirani.

O brasileiro afirmou que o carro da Atlantic é cerca de dois segundos mais rápido que o Fórmula 3. “É difícil fazer comparações, mas ele é mais rápido, especialmente porque tem efeito solo”, destacou.

A possibilidade de correr na América do Norte em 2006 é vista com bons olhos pelo piloto. “Ainda estamos analisando algumas categorias na Europa, mas o automobilismo europeu está muito difícil. Se você não tem condições e patrocínio para andar em uma equipe que possa vencer corridas e o campeonato, não faz sentido. Acho que na Europa é mais difícil ser um piloto profissional. Nos Estados Unidos, não é que seja mais fácil, mas é menos difícil e eles dão bastante valor para o piloto. Sendo assim, acho que a Atlantic é uma ótima opção, porque sinto que aqui terei chances de ganhar corridas e lutar pelo título e é isso o que importa, independente da categoria e país em que você esteja. Quero andar na frente e me destacar”, completou Danilo, que agora segue negociando com as equipes.

A temporada da Atlantic tem 12 etapas nos Estados Unidos, Canadá e México. Em 2006, a abertura do campeonato será em Long Beach, no dia 9 de abril.

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