Outras: L.N.D.A. protesta decisão da diretoria do AIC

A direção do Autódromo Internacional de Curitiba (AIC) cancelou as datas agendadas para os campeonatos da Liga Nacional do Desporto Automobilístico (L.N.D.A.) que, segundo a diretoria da Liga, constavam no calendário oficial de eventos desde dezembro do ano passado. Para os diretores da L.N.D.A., a decisão é um motivo de retaliação ainda desconhecido, mas acreditam que o impedimento tem a ver com os interesses da Federação Paranaense de Automobilismo (FPrA) e da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), já que o autódromo tem autonomia própria, mas está calçando a sua decisão nessas duas entidades de administração de desporto.

A justificativa dada pela direção do autódromo, em carta divulgada no site oficial, na quinta-feira (11), é de que a L.N.D.A. não é filiada e nem tem anuência da FPrA e nem da CBA para realizar os seus campeonatos e que, em consideração aos ajustes celebrados entre essas entidades, não serão realizadas provas de automobilismo no AIC sem a anuência prévia, direta ou indireta, das mesmas.
A diretoria da L.N.D.A. questiona se estas regras cabem somente a Liga Nacional do Desporto Automobilístico ou todas as entidades têm que cumprir as determinações de serem filiadas a Federação ou Confederação para ter o devido acesso ao Autódromo de Curitiba, com o aval para realizar qualquer tipo de prova. “Já que o AIC está entrando no mérito de legalidade, a Federação e Confederação de Motovelocidade exigem credenciamento junto às mesmas para realizarem qualquer tipo de atividade de moto, aval e comprovação que as entidades que promovem os campeonatos são legais e tem tal competência para ingressarem nas pistas, mas essas provas são realizadas no AIC, então, a quem cabe a responsabilidade jurídica afinal?”, indaga Luciana Milczevsky, presidente da Liga.
“Ser filiado a Federação é sinônimo de total poder para ter acesso à pista do Autódromo para promover competições, inclusive sem a homologação da mesma? A menos que o “Desafio 201m” seja uma brincadeira de arrancar de 2 em 2 carros, com carros de rua, sem equipamentos de segurança ou por acaso é a administração do AIC que tem todos poderes para julgar ou avaliar a necessidade ou não de anuência e da obrigatoriedade de credenciamento aos órgãos competentes. Não estamos entrando em questão do que pode ou do que não é permitido, uma vez que o autódromo é particular, mais sim na questão de determinação de anuência como dito na carta que foi divulgada no site do autódromo”, completa Milczevsky.
Segundo a presidente, a L.N.D.A. tem a mesma função de atuação da CBA, seguindo as normas da Federação Internacional de Automobilismo (F.I.A.), por isso não precisa de anuência de nenhuma entidade de administração do desporto para atuar no automobilismo. “O artigo 20 da Lei 9615/98 (Lei Pelé) diz que é vedada qualquer intervenção das entidades de administração do desporto nas ligas que se mantiverem independentes. O que não entendemos ainda é porque a diretoria do AIC quer impedir as provas da Liga, será que é porque a CBA e a FPrA estão mandando? Eles tem medo da concorrência? Estamos passando por um problema bem diferente da Línea, organizadora dos campeonatos de Kart da Billand, quando em 2008, sofreu retaliações da Federação Paulista de Automobilismo (Fausp) e da própria CBA. Na época, a administração de Interlagos (SPturis) deu uma declaração excepcional, dizendo que independentemente de ser um autódromo particular ou do município, seu principal objetivo é o de gerar receitas e compete somente à justiça determinar se as “Ligas” podem promover campeonatos ou não”, explica.
“O autódromo de Interlagos, por exemplo, não é credenciado junto a Federação Paulista de Automobilismo (Fausp), que é filiada a CBA, que por sua vez é filiada a FIA. Por isso, acreditamos que ainda existe um fator obscuro que a direção do autódromo não quer revelar. Todos sabem que o AIC é homologado por dois clubes com poder de voto junto a Federação Paranaense, sendo eles o Automóvel Clube de Curitiba e a Associação Desportiva Kart Clube Curitibano. Além disso, o objetivo principal desses clubes seria a promoção e organização de competições automobilísticas”, finaliza a presidente.

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