Papo de Box: Toc, toc, toc… A crise chegou!, por Carlos Mattos

Atualmente só se fala na tal da crise mundial, bolsas e ações desvalorizando, empresas falindo e notícias que só colocam mais medo em todos os empresários.

Agora a crise bateu na porta da Fórmula 1, e o assunto que Max Mosley colocou em pauta nas últimas reuniões com as equipes foi a redução de custos, que iniciará pelos motores e ao mesmo tempo que preocupa algumas pessoas, outras comemoram. Mosley propôs a padronização dos propulsores que equipam os carros da principal categoria do automobilismo, tornando todas as equipes igualmente competitivas.

Mas essa idéia apesar de ser mais barata, pode acabar com o crescimento tecnológico da categoria, sendo que uma empresa externa determinaria todas as especificações técnicas a respeito dos motores e dessa forma cada fabricante construiria o seu, porém sem exceções, todos seriam extremamente iguais. Os chassis claro, seriam diferentes e cada equipe continuaria a desenvolver o seu.

Com esse corte de custos equipes como a Force Índia, menor equipe da categoria  que utiliza motores Ferrari, teria as mesmas condições que a própria Ferrari, que fabrica integralmente seus equipamentos de andar na frente. E tem outra, se os motores vão ser iguais, porque montadoras como Honda, Renault, Ferrari, Mercedes, Toyota e BMW permaneceriam na Fórmula 1? Que vantagem teriam, se suas marcas não estariam lá competindo de verdade já que essas montadoras  usam a categoria, justamente pra vender seus produtos?

Sem dúvida do ponto de vista dos telespectadores que querem pegas agressivos na pista, seria interessante, apenas pelo fato de não termos equipes favoritas como temos hoje muito antes de se iniciar o campeonato, e teríamos todos os carros com a possibilidade de andarem na mesma fração de segundos, assim como na nossa Stock Car V8, que não é incomum ver os 34 carros do grid andando no mesmo tempo.

Mas até que ponto, a crise mundial está preocupando tanto a organização da Fórmula 1, que é um dos esportes que mais geram receita e que tem as maiores empresas do mundo patrocinando e movimentando milhões anualmente?

O Presidente da FIA, Max Mosley, talvez não tenha pensado que com uma atitude dessas, investidores que tem sua marca estampada nos carros podem simplesmente perder o interesse pela categoria por não haver mais as montadoras envolvidas e assim a categoria falir de uma vez por todas.

Será que compensa?

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