Rally: Briefing para equipes revela algumas surpresas da competição

São grandes as expectativas para o início do segundo maior rali do mundo. Nesta terça-feira, os participantes receberam importantes informações sobre os desafios que enfrentarão na primeira etapa da competição.

Chegou a hora! Começa hoje a noite o 17º Rally dos Sertões, que registra a participação de equipes vindas dos quatros cantos do Brasil. Entre os dias 23 de junho e 3 de julho, a palavra de ordem é acelerar. De Goiânia, GO, a Natal, RN, serão 5.056 quilômetros desafiando os limites de homens e máquinas.

Às 19:30h começará o Super Prime, em frente ao Shopping Flamboyant, no bairro de Jardim Goiás, em Goiânia. Em uma pista de pouco mais de 1 quilômetro, os participantes definirão a ordem de largada da 1ª etapa do rali, e para isso, largarão de dois em dois rumo ao menor tempo e conquistar a póle. “É muito importante largar entre os primeiros, assim, evitamos sérios problemas com ultrapassagem durante a especial. Geralmente, os ponteiros costumam manter o mesmo ritmo de prova, e como cada time larga de um em um minuto, é muito difícil haver situações em que se encoste ao adversário; mas se isso acontecer, dependendo de quem for, é bem complicado negociar a ultrapassagem, e daí perde-se bastante tempo. E até mesmo torna-se arriscado, pois pode haver poeira para dificultar a visibilidade, ou um obstáculo que cause um acidente”, explicou o piloto Roberto Reijers, da Reijers Rally Team.

Segundo informações atualizadas pela Dunas Race, empresa organizadora do evento, o roteiro do Rally dos Sertões é 90% inédito, sendo 51% de trechos cronometrados – representando aproximadamente 2.605 quilômetros.

“Temos que nos preparar para o 7º dia de prova, que promete ser o mais difícil, entre Barra, BA, e Petrolina, PE. E para completar será a parte final da etapa Maratona, onde a picape não pode receber nenhum tipo de manutenção. Então, além de largarmos do mesmo jeito que a deixamos na noite anterior, teremos duros obstáculos para serem superados. Estaremos expostos a um calor intenso, onde o desgaste físico é grande, mas não poderemos perder o foco em um momento decisivo do rali”
, contou o navegador Rogério Almeida, vencedor do Rally dos Sertões de 2005.

Realmente a etapa Maratona é a que mais assusta os corredores, mas é bom lembrar que o percurso do 8º dia é o que mais oferece diversidade de terreno. “Areia, pedra, cascalho, piçarra, atoleiros, travessias de barragens entre outras surpresas pedirão resistência das máquinas e habilidade dos competidores. Estamos preparados para isso, e disposição não nos falta. O que mais queremos é chegar a Natal entre os primeiros colocados”, encerrou Reijers.

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