Rally: Começa o levantamento terrestre para o Sertões

Depois de percorrer de avião algumas alternativas de trajeto para a maior aventura do fora de estrada brasileiro, diretor técnico Edu Sachs inicia trabalho para conceber planilha da 18ª edição do evento.

Se completar uma edição do Rally Internacional dos Sertões já é difícil para pilotos e equipes, completar três é tarefa que também exige muito de corpo, mente e máquina. E a função cabe ao diretor técnico Edu Sachs, da Dunas Race, empresa organizadora do rali. Ao lado de José Luiz Munhoz, Sachs iniciou na última quarta-feira (4) a segunda fase de planejamento do roteiro da edição 2010 do evento, a 18ª da história da maior aventura do off road brasileiro, que começa no dia 10 agosto em Goiânia (GO) e termina no dia 21 em Fortaleza (CE).
A primeira fase, realizada há pouco mais de um mês, consistiu em um levantamento aéreo pelas prováveis regiões que deverão compor o percurso do rali. Foi utilizada uma aeronave especialmente equipada para o registro do possível trajeto a ser utilizado pela prova. Para Sachs, a parte terrestre é uma conferência no trabalho feito anteriormente a bordo do avião. “O trajeto não costuma mudar muito em relação ao que apontamos via aérea. No ano passado, 95% do traçado que foi visualizado e desenhado do alto permaneceu o mesmo depois da conferência feita em solo”, lembrou o diretor-técnico.
“Em um primeiro momento, fizemos toda a checagem dos equipamentos da picape L200 Outdoor que utilizaremos na conferência do percurso. Estamos bem equipados, com guincho, dois estepes, cabos de aço, equipamentos completos de navegação e tudo mais. Estando sozinhos no trajeto do Sertões, não podemos nos dar ao luxo de precisar de algum tipo de assistência”, comentou Sachs.
Com Munhoz ao volante, Edu Sachs fica encarregado de registrar as informações do trajeto que, depois, serão utilizadas na planilha que guiará os competidores no Rally Internacional dos Sertões. Segundo o diretor-técnico, a conferência realizada em solo é importante pois detecta obstáculos que nem sempre são visíveis do céu. “Em algumas propriedades rurais, por exemplo, a gente não consegue enxergar do alto as cercas de arame, ou a profundidade de um determinado rio, ou até mesmo o grau de resistência de uma ponte. Então, ao fazer o trajeto de carro podemos conferir tudo isso mais de perto e com cuidado”, disse. 
“O principal é confirmar e validar os pontos levantados do avião, pois de cima não existe a precisão do ponto exato de uma encruzilhada, por exemplo. Quando o trecho fica dentro de uma mata pode haver uma imprecisão de até 800 metros. Os rumos nós temos sempre, mas a precisão exata só teremos ao passar de carro pelo local”, explicou.
Esta fase do trabalho de levantamento do roteiro deverá durar entre 15 e 20 dias, quando a dupla deve chegar a Fortaleza, destino final do rali. “Depois dessa fase, temos que voltar com o trajeto desenhado para apresentarmos no briefing para pilotos e equipes. Mas antes do trajeto definitivo teremos mais uma conferência terrestre, que apontará todos os detalhes da planilha”, completou. Na última edição do Rally Internacional dos Sertões todas as equipes estrangeiras foram unânimes em reconhecer a qualidade das planilhas e do levantamento realizado pela equipe técnica da Dunas Race.

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