Rally: Competidores têm um dia de lama no Transparaná

A chuva não deu um só minuto de trégua. As equipes enfrentaram aproximadamente de 220 quilômetros de pura lama e grandes atoleiros.

A cada dia de competição, o 15º Transparaná fica mais desafiador. O terceiro dia de prova, realizado nesta quarta-feira, 28, partiu de Apucarana e seguiu rumo à cidade de Telêmaco Borba. Foram aproximadamente 220 quilômetros, e o que se viu pelo caminho foi lama… Muita lama! Choveu durante todo o dia, e os participantes precisaram ter atenção redobrada diante dos obstáculos.

 

Ao longo do percurso, foi necessário transpor um rio, com cerca de 40 metros de largura, e três riachos, além de muitas pedras, passagem por reflorestamento de eucalipto, pinus e um pouco de canavial. Trilhas estreitas em meio a mata fechada, com muitas árvores – o que retém umidade – deram uma dose extra de adrenalina. Sem contar, trechos de serras, com diversas subidas e descidas.

 

As médias de velocidade determinadas na planilha estavam altas, o que exigia perícia e discernimento dos pilotos, principalmente, em curvas. “Hoje o equipamento fez a diferença. Os carros foram extremamente exigidos devido ao piso liso e com barro”, contou o piloto Ricardo Barra, na Niterói Rally Team.

 

As cabeças dos navegadores por pouco não “saiu fumaça”. Ao mesmo tempo em que raciocinavam na indicação do caminho correto, eles controlavam o tempo de prova da dupla e ainda acertavam o hodômetro – que neste tipo de situação é bastante estressante. “O Troller patinava demais e toda hora o hodômetro apresentava diferença, marcando quilômetragem a mais. Como as referências da planilha estavam distantes uma das outras, não conseguíamos corrigi-lo precisamente e nem aferi-lo. Desta forma, não tínhamos confiança na marcação que ele apresentava”, explicou o navegador Ronald Leis.

 

Barra comentou que o evento está sendo uma superação de limites. “Temos que aprender a lidar com o nosso emocional. Todos os dias é uma adversidade diferente que vivemos e percebemos até onde somos capazes de chegar. Participar do Transparaná está sendo uma experiência especial”, analisou o piloto, que também fez novas e importantes amizades.

 

E mais uma vez, a dupla encerrou o dia sem saber como avaliar o seu desempenho. “Recebemos a classificação somente no dia seguinte e até lá, ficamos agoniados, ansiosos para saber em qual posição estamos”, disse Barra.

 

A competição prossegue na quinta-feira, 29, para a cidade de Castro. Amanhã é o penúltimo dia e a disputa promete ser bastante acirrada.

 

Confira abaixo a programação:

 

Programação Transparaná 2009:

29/01 – Largada em Telêmaco Borba com chegada em Castro;

30/01 – Largada em Castro com chegada em Curitiba.
 

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