Rally Dakar: 725 quilômetros debaixo de 40 graus

Especial com dunas, muita poeira e calor intenso marcou o penúltimo dia do Rally Dakar.

Está chegando ao fim o Dakar 2010. Depois de 725 quilômetros entre San Rafael e Santa Rosa, os competidores se preparam para o último dia de competição, amanhã, entre Santa Rosa e Buenos Aires, com mais 707 quilômetros (206 cronometrados). Mas a sexta-feira (15) não foi fácil, de acordo com Klever Kolberg, do Valtra Dakar Eco Team, o primeiro piloto na história do Dakar a competir usando o etanol como combustível.

“Ontem e hoje foram dias como prevíamos: dunas muito pesadas e temperaturas muito altas”, afirmou o piloto, que corre ao lado do navegador Giovanni Godoi a bordo do Mitsubishi Pajero Sport Flex. “Os competidores pegaram dunas muito difíceis ainda perto de San Rafael, mas foi uma especial também bastante rápida, com muitas retas. A dificuldade residiu nas dunas da parte inicial do trajeto”, explicou.

Sobre o calor, Klever afirmou que o dia foi fisicamente desgastante. “Eram cinco horas da tarde e estávamos debaixo de 40 graus com sol a pino. Parecia meio-dia”, comparou. “Estamos em um trecho muito plano e céu azul, sem uma nuvem sequer”, disse o piloto, que levou cerca de cinco litros de água para se hidratar durante o percurso.

Para amanhã, último dia do Dakar, Kolberg afirmou que a noite no acampamento será de retoques nos veículos. “Vai ser um dia mais tranqüilo, apesar de longo. Vamos pegar mais estradas, trechos de retas longas e bastante velocidade, sem dificuldade em termos de terreno. Então está todo mundo limpando, lavando os carros, motos, caminhões e quadriciclos para que todos cheguem com o equipamento mais ‘inteiro’ a Buenos Aires”, comentou. 

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