Rally dos Sertões: Equipe médica do Sertões tem operação e logística militar

Na edição 2010 da prova, dois pilotos de moto já foram atendidos

Segunda maior prova de fora-de-estrada do mundo, o Rally Internacional dos Sertões apresenta uma grande – e competente – estrutura de apoio não só aos seus competidores, mas também a todos os membros de sua caravana formada por 1.700 pessoas. Um bom exemplo disso é a equipe médica, comandada pelo Dr. Clemar Corrêa da Silva, que já entrou em ação duas vezes em 2010.

Após atender Rosaldo Nogueira (KTM 450), também conhecido por Bacana, no primeiro dia de prova, a equipe médica voltou a entrar em ação nesta quinta-feira (12/08), durante a segunda etapa. Carlos Ambrosio (Honda CRF 450 X) bateu em uma cerca, caiu e sofreu fratura na clavícula direita. Ambos os competidores, que disputavam a categoria motos, não puderam continuar no Sertões 2010. Entretanto, a operação dos médicos, com uma verdadeira logística militar, teve sucesso total.

Para driblar as dificuldades de se fazer um atendimento médico durante uma prova de fora-de-estrada como o Rally dos Sertões, que apresenta trilhas de difícil acesso a quem acompanha e dá apoio à prova por fora das especiais, a competente equipe apresenta números e informações dignas de guerra.

No total, 20 pessoas compõem a equipe. São nove médicos e 11 militares, divididos entre dois helicópteros, um posto médico – sempre localizado na área de boxes da cidade que abriga o final da etapa daquele dia -, e as equipes de apoio à prova. Os profissionais carregam uma relação de mais de 200 itens, entre medicamentos, equipamentos e outros objetos curiosos, mas com grande utilidade. Por exemplo, um facão para cortar mato e abrir clareiras que possibilitem o pouso de uma das aeronaves no meio da trilha.

O resgate pode ser acionado de diversas maneiras. O competidor pode chamar a assistência por telefone, pelo rádio ou mesmo pelo botão de emergência do spot, uma novidade da 18ª edição do Rally dos Sertões. Se o piloto ou o navegador não tiver condições de se comunicar, outra pessoa envolvida na prova pode acionar a organização da prova, a responsável por receber este primeiro contato.

A partir deste contato, a organização aciona a equipe médica para o primeiro atendimento, que deve acontecer por terra. O profissional que estiver mais próximo do acidente, entre os 14 que estão divididos nas equipes de apoio, chega ao local. Se houver necessidade de remoção, um dos helicópteros é convocado a entrar em ação. As duas aeronaves se revezam nos trechos de cada etapa para que toda a prova seja coberta.

O sucesso de um atendimento no Sertões pode ser ilustrado com os números apresentados no caso de Carlos Ambrósio. Entre ser acionado pelo médico que fez o atendimento por terra e iniciar o vôo de remoção, o helicóptero da equipe levou apenas 37 minutos – entre as 11h38 e 12h15.

Com patrocínio de Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte através da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

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