Rally dos Sertões: No Sertões, a proteção dos competidores vem do céu

Profissionais da equipe aérea também são os “anjos da guarda” dos aventureiros no segundo maior rali do mundo

Os pilotos e navegadores que competem no Rally Internacional dos Sertões percorrem milhares de quilômetros enfrentando terra, areia, cascalho, rios, entre outras superfícies. A segurança, entretanto, vem dos ares. Integrante da operação aérea da maior competição off road do Brasil, Cláudio Ambiel, também conhecido como “Pelicano”, vai para o seu 12º ano nesta função na aventura.

A operação aérea da prova é composta por dois aviões. Um Glastar comandado por Marcos Moraes, organizador do Rally dos Sertões, e um Cessna 172RG pilotado por Ambiel. “Cada aeronave tem um espaço aéreo para que todos os trechos de cada especial esteja coberto pela equipe aérea”, disse Pelicano.

Ambiel relembra como entrou no Sertões. “Já conhecia o Marcos (Moraes) e me convidei para participar do rali voando. No primeiro ano, em 2000, levei um fotógrafo para fazer as imagens aéreas da prova. A partir de 2001 comecei a fazer esta função de ajudar na parte de segurança e de resgate por parte da equipe médica”, disse.

A preocupação de quem integra a equipe aérea é a segurança. Não só de pilotos e navegadores, mas também das equipes de apoio e da organização. “Temos de estar atentos a tudo o que rola na prova. Ajudamos às equipes em caso de quebra ou acidente a localizar o ponto exato onde aconteceu o incidente para então encontrarmos a equipe médica mais próxima para prestar o socorro”, contou Pelicano, que continuou explicando.

“Após a avaliação da equipe médica, caso seja necessário, acionamos o helicóptero para fazer o resgate dos competidores acidentados e deslocamento até o hospital mais próximo para o melhor atendimento. Resumindo, nossa função é assessorar para que o socorro seja feito da melhor e mais rápida forma possível”, completou.

A 18ª edição do Rally dos Sertões começa nesta terça-feira (10), com a realização do Super Prime na arena montada ao lado do Flamboyant Shopping Center, em Goiânia (GO), e percorrerá 4.486 quilômetros até o Beach Park, em Fortaleza (CE), dia 20 de agosto. O trajeto deste ano será 95% inédito e contará com 52,7% de especiais, um recorde na história da prova.

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