Rally: Penúltimo dia do Transparaná ofereceu uma grande diversidade de obstáculos e mudou os rumos da competição

Chuva e sol… O quarto dia do Transparaná teve uma grande diversidade de terreno e, até mesmo, de clima. Os competidores foram protagonistas de dois cenários totalmente diferentes em um único dia de prova.

A caravana do 15º Transparaná partiu nesta quinta-feira, 29, de Telêmaco Borba, PR, embaixo de chuva. Em direção a cidade de Castro – local do pernoite – foram aproximadamente 230 quilômetros que apresentaram uma grande diversidade de situações para o off-road.

Os competidores percorreram a parte da manhã por fazendas de reflorestamento de pinus, pertencentes à Klabin – produtora de papéis –, e o terreno, como já era de se esperar, estava bastante encharcado. “Mas nada que resultasse em muitos contratempos, como nas etapas anteriores”, comentou o piloto Ricardo Barra, na Niterói Rally Team.

Após o neutro – pequena pausa para as duplas descansarem e se alimentarem –, o cenário mudou totalmente. O sol apareceu e o roteiro passou por plantações de milho e soja, e adentrou trilhas em meio a mata nativa. “O chão estava seco e apresentou muitas pedras e curvas. Lembrou bastante as características de uma serra, com subidas, descidas e pistas estreitas”, detalhou.

Os navegadores precisaram ter concentração na planilha em tempo integral, pois dessa vez, as referências das tulipas – indicação do caminho – estavam bem próximas e havia muitos laços espalhados pelo roteiro. “Por isso, os co-pilotos precisaram manter a calma e a autoconfiança para realizar um raid sem erros”, disse Ronald Leis.

Um acidente na Rodovia do Papel, PR-160, na altura do km 209, em Harmonia, vitimou a dupla bicampeã do Transparaná: Gilberto Ruppenthal e Tiago Poisi. Um caminhão que trafegava em sentido contrário, derrapou em uma curva, passou para a outra pista e bateu na lateral de um outro caminhão, e na sequência chocou-se de frente com a Mitsubishi Pajero dos off-roaders. Nada grave aconteceu aos tripulantes, mas a colisão tirou o sonho do tricampeonato da equipe, que era uma das favoritas ao título da competição.

E amanhã, sexta-feira, 30, é o dia da grande decisão. A briga está acirrada e com a saída de Ruppenthal e Poisi, a classificação toma uma nova configuração. Faltam apenas 250 quilômetros para chegar ao destino final: Curitiba, capital paranaense, marcará o fim dessa jornada de 1.800 quilômetros.

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