SpeedRacing.com.br entrevista com exclusividade Baltazar Jr.

O piloto de Stock Car V8 Light Baltazar Jr. (PowerTech) forneceu entrevista exclusiva para os nossos internautas após os treinos livres da primeira etapa em Interlagos.


Em um papo bem descontraído, Baltazar Jr fala sobre suas expectativas em relação ao campeonato 2005, a entrada da Mitsubishi na categoria principal e muito mais:


SpeedRacing: O ano de 2004 mostrou um pouco conturbado, devido a mudança de equipe no meio da temporada, além de muitas quebras de equipamento durante as provas. Como poderia classificar a temporada passada?


 


Baltazar Jr.: Ano passado devido a demora para o acerto com patrocinadores e o orçamento do ano, acabei entrando em uma equipe menor para poder participar do evento e assim alavancar novos patrocinadores. A partir do meio da temporada com a entrada de um novo patrocinador foi possível minha mudança para uma equipe de ponta, por onde já corria o Diogo Packenki (campeão 2004 de Stock Car V8 Light), que já havia corrido no ano anterior e conseguido uma boa posição no campeonato. De cara já vieram os bons resultados com um quinto lugar, depois sexto ou sétimo nas próximas e até a vitória em Brasília. Então posso dizer que a temporada 2004 foi boa, pois para um piloto ser vencedor ele precisa de uma estrutura vencedora. Não adianta o cara ser muito bom e o carro não, e vice-versa.


 



SR: Qual são seus objetivos para a temporada 2005 da Stock Car V8 Light?


 


BJ: Em função da minha terceira temporada na Stock Car V8 Light, na primeira foi aprendizado, na segunda foi o ano passado onde tive todos esses problemas com troca de equipe, esse ano estou considerando meu segundo ano na Stock, por estar em uma equipe de ponta com estrutura, acho que nós temos condições de brigar por vitórias, terminar o campeonato bem, de ser campeão, claro essa é a intensão do nosso time; são os votos que o próprio Alexandre (proprietário da PowerTech) fez para que todos dediquem-se ao máximo para fazermos uma boa temporada, e por fim ser campeão.


 



SR: Em 2005, a Stock Car V8 está recebendo mais uma montadora, a Mitsubishi, que irá dividir o grid com os atuais Astra. Qual sua opinião em relação a entrada de novas marcas? Já está na hora da Stock Car V8 Light seguir os passos da categoria principal e receber a entrada de uma nova marca?


 


BJ: Acho que essa abertura para novas montadores é muito importante, pois vem engrandecer o evento. A procura será muito maior, a divulgação; se até o momento você poderia divulgar apenas em concessionárias Chevrolet, a partir de agora essa divulgação ganha mais espaço, como por exemplo nas concessionárias Mitsubishi. Amanhã essa divulgação poderá acontecer com outra marca, como Fiat ou seja lá quem entrar na categoria. Isso realmente é muito importante para todos, e a Light provavelmente a partir de 2006 deverá receber mais uma marca. E se não receber, pelo menos posso dizer que deveria, pois já está merecendo.


 



SR: A alguns anos atrás a Stock Car era vista como uma categoria de veteranos, onde muitos pilotos entravam em final de carreira, ou porque não conseguiam mais correr nas categorias do exterior. Nos últimos tempos esse perfil tem mudado bastante com a entrada de jovens pilotos que estão apostando na Stock Car que já olha a categoria como uma forma de automobilismo profissional no Brasil. Qual sua opinião sobre essa invasão de “sangue novo” na categoria?


 


BJ: Quando você vai para fora do país é muito difícil: tem a distância, a saudade da família. Quando você tem uma categoria com o nível da Stock Car, com mais de 60 carros no grid juntando as duas categorias, mostra-se uma opção sólida e estruturada, torna-se mais fácil você avalancar patrocinador, trabalhar de forma profissional, viver do automobilismo aqui. Se hoje você tem essa oportunidade de construir uma carreira aqui é muito interessante, por estar no seu país, próximo da sua família, hoje em dia vale a pena estar na categoria. Claro, cada piloto tem um sonho, chegar a Fórmula 1 talvez, começar no kart, andar de fórmula é o caminho natural, porém todos os pilotos que correm de Light e V8 hoje já correram de fórmula. Então andaram lá, talvez viram que não era o caminho, ou talvez por falta de patrocínio acabaram voltado para o país, vindo para a Stock Car e como a categoria hoje é profissional, com apóio da televisão como a Globo e ESPN, podem fazer uma carreira legal, e chegar e dizer “hoje sou um piloto profissional correndo aqui no meu país”.


 



SR: Quem você considera os candidatos ao títudo da Stock Car V8 Light 2005?


 


BJ: Bem, eu acho que a vantagem será dos pilotos que já tem uma certa bagagem na categoria, como o Daniel Landi, (Paulo) Salustiano, Wellington Justino que andou a dois anos atrás e está vontado; tem o pessoal novo também como o Lico (Kaesemodel) que foi campeão do Trofeo Maserati, o Christian Conde que está andando muito bem, o Boni (Paulo Bonifácio), eu quero estar nesse meio aí claro, mas tem muita gente boa. Você olha a classificação e vê que um piloto está na 20º. posição, mas aqui não tem bobo. Todos andam muito próximos, a diferença é mínima e todo mundo está querendo chegar nos pontos, chegar no pódio , na vitória, pois os carros são todos praticamente iguais, com uma equipe investindo um pouco mais em uma coisa, a outra um pouco menos, mas condições todo mundo tem.


 



SR: Em entrevista para o SpeedRacing.com.br, o piloto da Petrobrás-Action Power declarou que a visibilidade do piloto no carro de Stock Car é um pouco prejudicada, porque o piloto está sentado muito atrás, praticamente no bando de traseiro do carro. No ano passado, principalmente na primeira metade da temporada houveram muitos toques entre os pilotos. O que você poderia dizer sobre esse carro e sua segurança?


 


BJ: Para quem vê um acidente de fora, realmente é uma imagem um pouco forte, pois são pedaços do carro voando, uma asa, um pára-choque, mas na verdade são todas peças de fibra, fixadas em uma estrutura de metal, regulamentada com segurança. A segurança existe, porém como em qualquer outra categoria, existe o risco, pois o piloto está envolto com muitas peças, dentro do cockpit: é o painel, bateria, mostradores, etc. No momento de um acidente você corre o risco de algum matéria voar do carro e atingir, porém é um risco controlado. A visibilidade para o piloto realmente é ruim, eu tenho essa dificuldade pois você está guiando e mira na zebra, e não consegue atingir, acaba passando longe, em outro momento você passa muito por cima, realmente quando está no limite essa dificuldade é muito grande. Além de estar sentando muito atrás o painel do carro é muito alto, pois o motor acaba abaixo do párabrisa, e a partir daí toda a parte da frente do carro é tampada, então o painel acaba ficando muito alto também, o que atrapalha bastante a visão.


 


SR: Além da primeira etapa do ano da Stock Car V8 Light, você está passando por um final de semana bem diferente, pois sua esposa está preste a dar à luz sua primeira filha (Giuliana). Como você administra essa relação com a família, o risco que, por mais administrável que seja, ainda assim existe.


 


BJ: Meu pai sempre gostou de corridas, me acompanha, gosta (apesar que gostava muito mais quando eu corria de fórmula), sempre se interessa; minha mãe já não, não gosta, não pergunta, não assiste, acho que a maior alegria dela vai ser quando eu chegar em casa e avisar que abandonei as pistas. Por outro lado a Flávia (esposa) adora, me apóia, dá força, ajuda a correr atrás de patrocínio. A grande vantagem da Stock Car é que não há treinos, então na Light que são nove etapas durante o ano você se apresenta ao autódromo na quinta-feira e termina no domingo. Claro que entre uma corrida e outra o carro volta para a oficina, é desmontado, nós acompanhamos, mas para essa rotina não existe risco pois você vai lá, trabalho e volta para casa. O grande risco está dentro do evento, mas você está dentro do carro, em um banco concha, com cinto de segurança de seis pontos, com equipamentos de segurança. E a grande diferença daqui é o risco diferente, pois todo mundo aqui é profissional, estão todos correndo na mesma direção e todo mundo sabe a hora de tirar o pé, por isso administramos esse risco tão tranqüilamente.


 



SR: Você está na sua terceira temporada na Stock Car V8 Light; mesmo estando no início da temporada, seus planos para 2006 inclui a ida para a Stock Car V8?


 


BJ: Tudo depende dos resultados, e claro do patrocínio. Hoje na Light o custo é metade do da V8; temos conversado, os patrocinadores querem subir, mas acredito que nós temos que amadurecer bem, com resultados consistentes na Light chegando entre os cincos primeiros no final do campeonato. Os patrocinadores querem estar na V8 principalmente devido a televisão, transmissão ao vivo, mas acredito que até o final do ano temos que chegar em uma boa posição no campeonato, para adquirir mais experiência e aí sim subir para a Stock Car V8.


 


 


Ao final da entrevista, Baltazar Jr deixou um recado para os amigos do SpeedRacing.com.br que você poder assistir em vídeo nos próximos dias, além de autografar 10 camisas pólo que serão entregues de presente para os 10 primeiros que enviarem os palpites corretos sobre em qual posição o Baltazar Jr. finalizará a próxima etapa que acontece dia 15 de maio de Curitiba. Não perca tempo e cadastre-se agora mesmo! Clique aqui!!!

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