Stock: Chico e Daniel adotam colete térmico

A mais recente inovação do automobilismo brasileiro, o colete térmico que reduz em até 20% a temperatura do corpo do piloto será utilizado por Chico Serra e Daniel Serra, da equipe Orbitalll/Unidas/Contax, na terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, que será realizada em Campo Grande, MS, no próximo dia 21.


Chico e Daniel fizeram um pequeno teste com o colete na prova de Curitiba, no ultimo dia 30 de abril, mas não puderam avaliar seu desempenho corretamente porque foram obrigados a desistir por problemas mecânicos em seus carros. As quebras ocorreram antes de chegar à metade das provas, justamente quando a temperatura interna aumenta e os pilotos se sentem fisicamente mais desgastados.

Produzido pela DoubleD, o colete térmico tem lançamento recente no Brasil. É baseado em modelos internacionais utilizados em provas com automóveis fechados, das categorias Turismo e Esporte, e adaptados para as condições brasileiras, com temperaturas ambientes muito elevadas. Enquanto o modelo norte-americano possui apenas a função de reduzir a temperatura do corpo do piloto, o modelo brasileiro recebeu um reservatório adicional para conter água, isotônico ou qualquer outro líquido para o piloto beber ao longo da corrida. Esse “squeeze” adicional tem capacidade de 1,5 litro, é completamente isolado da água do colete térmico e funciona com o auxílio de um motor elétrico também independente e com acionamento por um botão instalado no volante de direção do carro.

Embora tenham utilizado o colete térmico em apenas parte da corrida de Curitiba, Chico e Daniel reconhecem as vantagens que proporciona. Pai e filho explicaram que sentiram a redução da temperatura no interior do carro que, em corridas, chega a oscilar entre 60º e 65º, o que provoca desconforto e grande desgaste físico. “Além de conforto, pela redução da temperatura, o colete térmico contribui para maior segurança, porque reduz o cansaço, principalmente na parte final das provas”, salientou Chico Serra.

O colete térmico e uma camiseta revestida por uma serpentina de plástico flexível, que envolve todo o tórax do piloto (peito e costas). A água com gelo, depositada no reservatório instalado ao lado do banco do piloto, é conduzida por uma mangueira e circula com a ajuda de um motor acionado pelo sistema elétrico do automóvel. Após passar pelo tórax do piloto e reduzir a temperatura de seu corpo, retorna ao reservatório por intermédio de outra mangueira. O funcionamento é semelhante ao sistema de arrefecimento do motor de um veículo, com a circulação da água e a passagem pelo reservatório (radiador) para resfriamento.

Os idealizadores do colete térmico são os irmãos Douglas e Dener Pires, que passaram a produzi-lo no Brasil para os participantes da categoria Porsche Cup, devidamente redimensionado para as condições brasileiras. Ao tomar conhecimento de sua disponibilidade, Chico Serra e Daniel Serra decidiram adotá-lo.

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