Stock: Confira uma análise técnica de Jacarepaguá

Thiago Marques e Rodrigo Navarro, da Qualicorp Racing, descrevem o palco da etapa deste domingo das Copas Caixa Stock Car e Chevrolet Montana

A Copa Caixa Stock Car e a Copa Chevrolet Montana, os dois principais campeonatos do automobilismo brasileiro, encerram um intervalo de corridas que durou três semanas neste domingo, com a realização da quarta etapa da temporada 2010 no circuito de Jacarepaguá, localizado no Rio de Janeiro.

Considerado um dos traçados mais exigentes do mundo, Jacarepaguá acabou perdendo metade de seu layout para a construção do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, utilizado nos Jogos Pan-americanos de 2007. Hoje, com apenas 3.309 metros (uma mistura do traçado original com o oval, utilizado nas provas de F-Indy) e oito curvas, a pista não deixou de ser seletiva e desafiadora. Pelo contrário, guarda certas particularidades.

Jacarepaguá tem setores para todos os gostos: retas longas e curtas, curvas abertas, fechadas e até inclinadas para os dois lados, tudo isso em um terreno plano, rodeado pela Lagoa de Jacarepaguá e com o belíssimo visual dos morros de pedra da Cidade Maravilhosa. Ou seja: todos os ingredientes para um belo espetáculo.

Para contar um pouco mais do circuito, os pilotos da Qualicorp Racing, Thiago Marques ((Grupo Qualicorp/ Cimed/ Alpina/ Tek Bond) e Rodrigo Navarro (Grupo Qualicorp), realizam uma análise técnica, explicando sobre o traçado, a exigência dos freios e descrevendo qual seria a melhor estrategia para as corridas, que acontece às 11h (Copa Caixa Stock Car) e 13h (Copa Chevrolet Montana) deste domingo. Confira:

Circuito:
“Jacarepaguá é um circuito com pouco uso e, consequentemente, pouca aderência. Ele exige muita tração e paciência no formato da pilotagem”, diz Thiago. “É um circuito bastante desafiador, tanto na Copa Caixa Stock Car quanto na Copa Chevrolet Montana, pois é utilizado o traçado com a Curva da Indy, que é bem no final da reta oposta, o que permite várias disputas de posições na freada do final da reta”, completa Rodrigo.

Exigência dos freios:
“A exigência dos freios neste circuito é pouca, levando em conta que ele possui retas curtas com freadas não muito fortes”, diz Thiago. “No entanto, os freios são bastante utilizados, pois, tem várias curvas de baixa velocidade, que exige que o carro pare bastante”, acrescenta Rodrigo.

Exigência e desgaste dos pneus:
“Uma coisa é certa: Jacarepaguá exige bastante dos pneus, já que é traçado arenoso. Tocamos no ponto chave da nossa corrida neste circuito. Certamente, eles podem determinar o vencedor”, analisa Thiago. “Concordo. Acho que esse é o ponto mais crítico. Tem que cuidar muito dos pneus. Por se tratar de um asfalto antigo, ele é muito abrasivo, e como os motores V8 das duas categorias tracionam bastante, acaba danificando mais os pneus”, endossa Rodrigo.

Estratégia ideal:
“Na Copa Caixa, imagino que seja quase que obrigatória a troca dos quatro pneus, pois, além de um traçado arenoso, as temperaturas sempre do ar giram em torno de 30ºC, o que conseuqemntemente mantem a pista mais quente e mais desgastante aos pneus”, atesta Thiago. “Já na Copa Chevrolet Montana, o ideal é buscar a melhor classificação possível na tomada de tempos, para não ter que forçar tanto o carro durante a corrida. Se isso acontecer, os pneus ficarão sem aderência do meio para o fim da corrida, prejudicando muito o rendimento do carro”, detalha Rodrigo.

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