Stock: Familiares, amigos e pilotos no velório de Sondermann

Khodair pede mudanças na segurança na pista de Interlagos

Cerca de 200 pessoas comparecem nesta terça-feira ao velório e enterro do piloto Gustavo Sondermann, morto em decorrência de lesões cerebrais sofridas num acidente no último domingo, em Interlagos, na etapa da Copa Montana. Entre os presentes, familiares de Gustavo, amigos e vários pilotos, como Allam Khodair, Dudu Massa, Alan Hellmeister, Rafael Daniel, Cadu Pasetti, entre outros.

– A gente pensa muito depois que acontecem essas coisas. Fui companheiro dele em 2003 e a sua marca era a alegria constante. Ele passava sempre muita felicidade – disse ao LANCENET! Khodair, que pediu mudanças na Curva do Café para que a segurança dos pilotos seja preservada:

 – Não precisa ser uma cabeça, a FIA fez a vistoria para a F-1 e não foram necessárias as mudanças, mas foram acidentes demais. Uma reconstrução com certeza vai ter de sair. Tirar a arquibancada e recuar e criar uma escape de 30 ou 50 metros. Com certeza, depois desse toque, vamos falar bastante. E acredito que a CBA vai atender de prontidão. Todo momento tentamos mascarar, mas sabemos que é um esporte de risco. Vou correr agora na GT3 na mesma pista, e com certeza quando passar lá vai vir a imagem do acidente na cabeça.

Já o piloto Leandro Romera, companheiro de equipe de Sondermann este ano, disse que o amigo sempre se preocupava com as questões relativas à segurança das corridas.

– Fomos amigos por bastante tempo, ele sempre foi muito responsável e dedicado É um grande amigo, amigo mesmo, então está difícil de entender. Isso a gente sempre conversava, ele tinha uma preocupação enorme com essa questão – lamentou Romera, que também reivindicou ações imediatas para prevenção de novas tragédias:

– É preciso uma mobilização para melhorias. Mas não adianta a gente falar muito, tem de ser alguns cabeças do automobilismo. Talvez se Ingo Hoffmann e Chico Serra puxassem uma mobilização, daria certo. Tenho para mim que a falta de união já é um problema cultural do Brasil.

Romera criticou ainda o fato de a corrida ter sido iniciada, mesmo debaixo de chuva forte.

– O diretor de prova dessa etapa, Sérgio Berti, foi o mesmo de Curitiba, que na mesma condição de chuva deu bandeira verde na última volta. O resultado foi que dez bateram na curva do Pinheirinho. Acho que poderia ter sido diferente desta vez. Talvez adiar a prova em trinta minutos, uma hora, um dia, uma semana… É uma atitude muito normal de outras modalidades adiar as provas, mas não aqui na Stock – finalizou.

Fonte: Lancenet

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