Stock: Hanier Racing e Beto Cavaleiro estreiam em 2013

Maurício Ferreira negocia FTS, mas continua fazendo o “running” da equipe

A Hanier Racing e o piloto Beto Cavaleiro estarão entre as novidades da temporada 2013 da Stock Car. Sediada na cidade paulista de Nova Odessa, na região de Americana, a Hanier – empresa especializada no desenvolvimento, industrialização e comercialização de produtos químicos e processos para a cadeia têxtil – adquiriu 100% do controle de uma das duas equipes Full Time Sports e terá dois carros na abertura do calendário no início de março em Interlagos. O segundo piloto deverá ser conhecido nos próximos dias e retirado de uma lista de pelo menos cinco candidatos, todos com experiência na categoria.

Iniciada em 2010 no Mini Challenge, a parceria entre a Hanier e Cavaleiro foi ampliada nos anos seguintes na Copa Montana. Satisfeita com as ações de marketing de relacionamento proporcionadas pelos eventos, ambos abrigados dentro do guarda-chuva da Stock Car, a Hanier decidiu dar um salto maior. “A oportunidade surgiu e resolvemos aproveitá-la”, explicou o diretor-financeiro Edson Colpas. “Agora, queremos fazer algo diferenciado sempre com o foco voltado para os nossos clientes, notadamente as indústrias têxteis”, acrescentou. Há 14 anos no mercado, a Hanier tem capital totalmente nacional.

Pelo acordo acertado entre as partes, o diretor-técnico Maurício Ferreira – que também continuará à frente da dupla Rubens Barrichello e Alceu Feldmann no outro braço da Full Time Sports – será o responsável pelo “running” da equipe. O projeto inicial é de três anos. “A Hanier está acreditando bastante no potencial de ativações de marketing da Stock Car. Para nós, essa visão de médio prazo é fundamental para a criação de metas realistas e o crescimento planejado”, elogiou Ferreira.

Cavaleiro, que completará 42 anos em abril, tem formação diferente da maioria dos colegas. Começou a correr apenas há cinco anos e sabe muito bem o tamanho do desafio que terá pela frente diante dos melhores pilotos do automobilismo brasileiro. “Sempre tive os pés no chão e não procuro criar expectativas que não possam ser alcançadas. Neste momento, não estou preocupado com resultados e sim com a minha evolução e da equipe nestes três anos. Quilometragem e horas de voo serão mais importantes”, assegurou.

No ano passado, Cavaleiro terminou em 8º lugar na Copa Montana, depois de chegar à última etapa ainda na briga pelo título e tendo o 4º no Rio de Janeiro como o ponto mais alto da temporada. A nova fase na carreira não o assusta. “Acredito que não terei dificuldades com o carro. Todos os pilotos que saíram da Montana para a Stock dizem que o carro é até mais fácil de pilotar”, afirmou. Cavaleiro imagina que suas características pessoais podem ajudar na adaptação. “Sempre priorizei a regularidade e a minha idade me trouxe a frieza, enquanto o pessoal mais jovem ainda tem muita adrenalina. Vou tentar subir degrau por degrau e conto com o apoio de um patrocinador que não cobra resultados imediatos.”

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