Stock: Maurício só pensa na pole em Campo Grande

Chances de vitória na capital do MS despencam a partir da segunda fila.

Em busca dos pontos perdidos pelo abandono em Curitiba, Ricardo Maurício (Medley) não tem ilusões: as chances de vitória neste fim de semana em Campo Grande estão diretamente associadas à posição no grid da terceira etapa. “Se a pole é importante em qualquer lugar, naquela pista é essencial. O traçado é travado e de ultrapassagens virtualmente impossíveis”, lembra o piloto paulista, vencedor na abertura da temporada em Interlagos e 3º colocado no campeonato.

O autódromo da capital sul-matogrossense é um dos mais novos do Brasil. Desde a sua inauguração, recebeu cinco provas da Stock Car – as duas de 2003 compensaram a saída do calendário em 2005. O histórico justifica os temores de Maurício. Nas últimas duas, em 2006 e 2004, Cacá Bueno ganhou de ponta a ponta. Em 2003, as vitórias de David Muffato foram fundamentais na sua campanha pelo título. Ele saiu uma vez na pole e na outra dividiu a primeira fila com seu companheiro de equipe Raul Boesel, o mais rápido da sessão classificatória. A exceção foi a corrida inaugural em 2002, quando Beto Giorgi partiu em 3º e conquistou a segunda de suas três vitórias na Stock Car.

Embora reconheça a importância da pole, Maurício lembra que o desconhecimento das equipes sobre o comportamento dos pneus que a categoria está usando em 2007 numa pista já naturalmente complicada aumenta as dificuldades dos pilotos. “Será uma incógnita. Se estiver frio, os pneus demorarão um pouco mais para aquecer. É um problema, porque existe um limite de 20 voltas na sexta-feira e 16 no sábado”, observa. “Como o autódromo é pouco utilizado, o asfalto geralmente está empoeirado e sem borracha. Aos poucos, vai ganhando aderência, mas o acerto dos carros também muda. Não é pista fácil para ninguém”, acrescenta.

Maurício correu apenas uma vez em Campo Grande. No ano passado, terminou na 8ª colocação numa prova marcada pelo dilúvio que desabou sobre a região e pelas incontáveis escapadas de pista. Até sábado, segundo a meteorologia, não há previsão de chuva na cidade e a temperatura estará em elevação. “Melhor assim. Conversei com o diretor-técnico da Equipe Medley, Andreas Mattheis, e ele está animado com nossas possibilidades. Nossa meta é a de sempre, pontuar o máximo possível e consolidar a colocação dentro dos 10 primeiros. Tivemos uma tremenda falta de sorte em Curitiba. Os prisioneiros do distribuidor se soltaram e o motor apagou. É algo que nunca mais vai acontecer. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.”

A programação da 3ª etapa será aberta sexta-feira às 10h15, com a realização da primeira bateria de treinos oficiais de 90 minutos. A segunda será à tarde, com a mesma duração, a partir das 13h45. As sessões classificatórias estão marcadas para sábado. Das 10 às 11h30 serão conhecidos os 10 mais rápidos que decidirão a superpole das 11h50 às 12 h. Domingo, a largada será autorizada ao meio-dia. A capital sul-matogrossense está uma hora atrás em relação ao horário de Brasília.

Vencedor em Curitiba, o paranaense Rodrigo Sperafico lidera o campeonato com 31 pontos, seguido de Daniel Serra (28), Ricardo Maurício e Felipe Maluhy (25), Thiago Camilo (20), Giuliano Losacco (17), Ingo Hoffmann e Allam Khodair (16), Duda Pamplona e Hoover Orsi (14).

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