Stock: Relê queimado roubou vitória de Gomes em SP

Pane deixou bombas de combustível inoperantes e decretou abandono do líder da prova

A verificação técnica realizada depois da corrida apurou o motivo do abandono de Marcos Gomes quando liderava a segunda etapa da Stock Car no último domingo em Interlagos. De acordo com Maurício Ferreira, chefe da Equipe Medley/Full Time Sports, o carro parou na reta oposta na 14ª das 27 voltas devido a uma pane nas bombas de combustível. “A queima de um relê provocou o problema que deixou o motor sem alimentação”, explicou.

A análise, no entanto, não foi capaz de identificar uma razão para o defeito. “Ainda não sabemos com certeza”, admitiu Ferreira, que apontou apenas uma provável hipótese. “Temos notado certo superaquecimento na área onde ficam os relês. Sabemos que pelo menos outra equipe relatou a mesma situação”, continuou. Como medida preventiva em relação à etapa da próxima semana em Ribeirão Preto, Maurício já determinou a troca da marca dos relês que vinham sendo utilizados pela equipe e pretende providenciar a refrigeração da região, mas fez uma ressalva. “Vamos consultar a CBA para ver o que podemos fazer sem infringir o regulamento.”

A situação Marcos Gomes e Xandinho Negrão no campeonato nem de longe reflete o verdadeiro potencial da Medley/Full Time Sports. A má sorte em Interlagos foi o segundo duro golpe sentido por Gomes na temporada, depois de largar na pole em Curitiba e perder outra vitória que estava ao alcance das mãos. “Na primeira corrida, o único que parecia em condições de brigar com o Marquinhos era o Felipe Maluhy, mas ele errou na estratégia”, lembrou. Gomes comandava a corrida quando enfrentou um pit stop complicado pelo posicionamento errado do carro de Cacá Bueno, além do posterior e inesperado retorno aos boxes para a checagem de uma roda que minou por inteiro suas chances.

Nas contas de Ferreira, Gomes poderia estar à frente do campeonato de pilotos e garantido nos playoffs decisivos depois de somente duas corridas. “Ricardo Maurício era o único com ritmo suficiente para brigar com o Marquinhos em Interlagos, mas ele se atrasou muito no pit stop por ter saído ainda com a garrafa de combustível acoplada ao bucal. Ou seja, Marquinhos poderia estar com 50 pontos ou no mínimo 45. Mas, é a tal história, no automobilismo não existe o ‘se’”, observou.

Xandinho pagou nas primeiras etapas o preço do acidente sofrido nos treinos de fevereiro em Piracicaba, cujo saldo foi a fratura da clavícula esquerda e do dedinho da mão esquerda. Distante das melhores condições físicas, já que ainda sente incômodo na mão, Xandinho só “assinou a presença” em Curitiba. Fez somente o suficiente para entrar no grid, largou dos boxes e recolheu o carro à garagem depois de uma volta. Em São Paulo, largou apenas em 25º e também abandonou, em função da quebra da roda traseira esquerda durante o pit stop. Mas o piloto campineiro deverá desempenhar papel importante para a equipe em Ribeirão Preto. “Foi nossa pior etapa em 2010. Não conseguimos encontrar o acerto de forma alguma. Em compensação, o 3º foi a melhor posição de largada do Xandinho”, disse Ferreira, deixando claro que o piloto – que na época defendia a A. Mattheis – será ouvido com atenção nos rumos que a equipe tomará no circuito de rua.

Ferreira pretende visitar o traçado do interior paulista neste final de semana e conhecer as alterações sofridas para este ano. Ele espera fazer o reconhecimento ao lado dos pilotos da equipe. “Vou conversar com o Marquinhos e o Xandinho porque acho importante que eles me acompanhem nesta verificação inicial do circuito.”

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