Trofeo Maserati: Chefe de equipe estreou como piloto na preliminar em Interlagos

Eduardo Bassan iniciou carreira com pódio no fim de semana do GP Brasil de F1.

No último fim de semana Eduardo Bassan (Cachaça Suaçui), chefe de equipe de Felipe Ferreira (Webmotors/CVC/Center Cargo/Alberflex/Puma) na F3 Sul-americana, teve pela primeira vez o gostinho de o que é dirigir um carro de corrida. E a sua estréia foi em alto estilo: subiu ao pódio no autódromo de Interlagos, diante de um público de mais de 60 mil pessoas. “Nunca tinha vivenciado isso. Foi uma experiência muito boa”, declarou Bassan. Ele participou da sétima etapa do Campeonato Brasileiro Maserati, umas das preliminares do GP Brasil de F1.

Após ter iniciado seu contato com o Maserati dando algumas voltas debaixo de chuva na sexta-feira, e completar apenas três voltas no treino classificatório para largar da nona posição, Eduardo Bassan conseguiu um bom ritmo durante a corrida e terminou em quinto lugar. “Foi uma surpresa esse meu resultado, não esperava isso”, confessou o preparador de karts, aeromodelismo, jet ski e monopostos. Mesmo com o bom desempenho, o mais novo piloto brasileiro sentiu as dificuldades de todo novato no automobilismo. “Nem sabia como era. Deu um branco na largada. Eu sempre orientei, mandei, mas quando você está lá dentro e tem que decidir sozinho, é diferente”. Segundo Bassan, a parte mais complicada do aprendizado foi no momento das freadas. “Mais difícil do que conhecer o carro é se acostumar com a rápida aproximação das curvas. Depois vai se acostumando”, completou.

Felipe Ferreira, que acompanhou a prova ao vivo das arquibancadas do autódromo, aprovou o batismo nas pistas de seu chefe de equipe. “Torci muito por ele. Foi uma boa corrida e uma excelente estréia”, analisou. “Vai ser duro agüentar ele agora. Se ele já era mandão sem nunca ter corrido, imagine agora que ele subiu no pódio logo em sua primeira corrida”, brincou Felipe. O piloto da Webmotors/CVC/Center Cargo/Alberflex/Puma, que atualmente ocupa o oitavo lugar na F-3 Sul-americana, acredita que essa experiência foi positiva e deve trazer benefícios para a equipe. “Acho que nosso relacionamento vai ficar ainda melhor. Ele sentiu o que eu passo e vai me entender melhor. Isso vai nos ajudar nas duas últimas corridas deste ano”, concluiu o piloto. Bassan concorda com seu pupilo. “Com certeza vou tirar proveito disto no relacionamento com meus pilotos”.

Eduardo Bassan também ficou impressionado com as obras realizadas no circuito, que receberá as duas últimas etapas da F3 Sul-americana, nos dias 15 e 16 de dezembro. “A pista ficou muito boa, parece um tapete, lisinha. Acho que o Fórmula 3 vão baixar uns três segundos por volta”, concluiu Bassan, que começou como preparador de motores de karts de Luciano Burti e em seguida de Danilo Dirani. Desde 2005 sua equipe disputa com sucesso a F3 Sul-americana, onde foi vice-campeã no ano passado com Mário Moraes.

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