Truck: Beto Monteiro diz que 70% do resultado em Caruaru dependem da posição no grid

Representante pernambucano da Truck reconhece desvantagem de seu Scania diante das características da pista onde aprendeu a pilotar.

Único representante pernambucano no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, Beto Monteiro terá direcionada a seu caminhão grande maioria da torcida na terceira etapa, neste domingo (4) no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru. No entanto, o piloto da Scania sabe que conquistar diante de seus torcedores é missão das mais difíceis. “Vou fazer o possível para ir ao pódio e retribuir o carinho dos pernambucanos”, promete.

A dificuldade vista por Monteiro reside na combinação de características de seu caminhão e do traçado pernambucano com extensão de 3.180 metros. “É uma pista onde os caminhões grandes, como o Scania, oferecem mais dificuldade aos pilotos. O circuito é travado e não temos velocidade competitiva nas inúmeras curvas de baixa”, analisa o piloto da Roberval Motorsport. “Nossa realidade para a corrida de domingo é buscar alguma pontuação”.

Monteiro, que tem no Scania número 88 as logomarcas de Scania, Knorr-Bremse, BorgWarner, Guerra, Frum, Rodafuso, CCE, Intel, Banco PanAmericano, Niju, KS, Tanesfil, Mann Filter e Consórcio Nacional Scania, venceu em março a primeira corrida da temporada, na pista gaúcha de Guaporé. No último dia 6, em Goiânia, teve problemas e fechou a segunda etapa sem marcar pontos. A vitória foi do paulista Roberval Andrade, seu companheiro de equipe.

Ocupando a quarta posição na classificação do campeonato, Monteiro vê, diante das características da pista, uma importância ainda maior no desempenho em treinos classificatórios. “Nossa estratégia vai ser trabalhar para largar o mais à frente possível. Nesta pista, onde os caminhões leves levam muita vantagem, 70% do resultado dependem da posição de largada. Vamos buscar pontos, talvez um pódio, mas sempre defendendo a regularidade”, diz.

Beto Monteiro não esconde o carinho que tem pela pista de Caruaru. “Foi onde aprendi a pilotar”, conta. Lá, ele atuou em competições regionais de Marcas & Pilotos, Speed Fusca, Stock Car e Copa Corsa. Também participou, em 1997, da etapa pernambucana da Fórmula Fiat. “Minha sensação quando corremos aqui, guardada a devida proporção, é igual à dos brasileiros que disputam a Fórmula 1 quando a corrida é em Interlagos. É indescritível”, comenta.

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