Truck: David Muffato surpreende-se com a categoria e sai satisfeito de sua corrida de estréia

Paranaense admite revisão de conceitos sobre a série dos caminhões e afirma que, se tiver nova oportunidade, “não vai pensar duas vezes”.

David Muffato ficou satisfeito com seu desempenho na sétima etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. A corrida de domingo (7) no Autódromo Internacional de Curitiba marcou a estréia na categoria do paranaense, que pilota regularmente na Stock Car V8, e foi vencida pelo paulista Felipe Giaffone, líder da temporada. Mesmo abandonando a disputa na quinta volta, Muffato identificou um saldo positivo de sua presença no grid.

“Foi bem melhor do que eu imaginava”, confessou o piloto, que teve três dias antes da corrida seu primeiro contato com o caminhão Scania. Ele participou da etapa curitibana como substituto do pai, Pedro Muffato, que recupera-se de um tratamento clínico. O oitavo lugar conquistado no grid traduziu a rápida adaptação de David à Truck. Na corrida, a quebra de um balancim do motor comprometeu o rendimento, levando-o aos boxes, onde abandonou.

“Eu imagino que o problema tenha sido conseqüência de um erro meu”, avaliou o piloto, que da segunda à quarta volta foi pressionando por Leandro Totti, também do Paraná. “Eu estava muito concentrado, cuidando a trajetória do Totti, e devo ter deixado o motor passar do limite de giro. A disputa estava muito acirrada, eu me via ali no bloco dos 10 primeiros, algo que eu não esperava. O equilíbrio é grande, acho que cometi um erro de principiante”, admitiu.

O termo “principiante” é reconhecido pelo piloto mesmo depois de oito temporadas competindo na Stock Car, onde conquistou o título brasileiro de 2003 na classe principal. “Não existe comparação, a Fórmula Truck é outro universo. É uma categoria bem mais profissional do que eu imaginava. Mesmo com meu pai no campeonato e a gente acompanhando as corridas, eu nunca tinha convivido diretamente com o mundo da Truck num fim de semana inteiro”.

David, que ostentou no Scania número 20 as logomarcas de Autotrac, Muffatão, Coopavel e Faculdade Assis Gurgacz, reconhece que “a visão de quem está de fora é bem diferente”. “Só participando efetivamente da Fórmula Truck é que se pode ter uma noção do que a categoria representa. Muito imaginam que é uma grande festa, e é justamente o contrário. É uma grande categoria, isso sim, e que se faz acompanhar de uma festa também grande”, definiu.

A boa recepção que teve dos pilotos e dos organizadores foi outro ponto positivo enumerado por David Muffato. “De modo geral, fui muito bem recebido. Roberval Andrade, Adalberto Jardim, Wellington Cirino, Renato Martins… Muitos pilotos me ajudaram, deram dicas, mostraram o caminho das pedras. Fiz novos amigos, também. Todos foram muito atenciosos, e eu tinha a consciência de que, se fosse atrapalhá-los, optaria por não correr”.

A experiência foi definida por David como uma das mais marcantes de sua carreira. “Senti o caminhão, como é trabalhar com ele. As falhas nos treinos atrapalharam um pouco, só acertamos bem o caminhão para a tomada de tempos. Mesmo abandonando, no contexto geral, consegui 100% de aproveitamento”, disse. “Sou muito grato a meu pai e ao Aurélio Félix pela oportunidade. Se tiver outra chance, não vou pensar duas vezes para aproveitá-la”.

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