Truck: Palco do maior acidente da história, capital sul-mato-grossense recebe 5ª etapa

“Um domingo que nunca sairá da nossa memória”. Assim o piloto paranaense Diumar Bueno define o dia 7 de agosto de 2005.


Quase um ano depois, a categoria volta ao palco do maior acidente já registrado no automobilismo. Foram 19 caminhões envolvidos na batida, que aconteceu na largada e motivou o cancelamento da prova.


Desclassificado na tomada de tempos, por causa do excesso de fumaça em seu caminhão, Bueno largou na 18ª posição naquela prova. Mesmo assim, não conseguiu escapar do acidente. Seu caminhão foi parar bem no meio da confusão, mas ele saiu ileso, assim como a maioria dos pilotos.

Depois do susto, a categoria volta a Campo Grande no próximo final de semana (15 e 16 de julho), para a disputa da 5ª etapa da temporada. O paranaense, que utiliza o Volvo FM 12,  acredita que os pilotos serão mais cautelosos na largada. “A pista é estreita e a curva de entrada da reta aponta para o muro. Por isso, é preciso tomar cuidado para que não tenhamos problemas novamente. Quem sabe, largar na reta oposta seja uma boa opção”, ressalta.

Em relação ao Campeonato, o que parecia ser um bom início de temporada para Bueno se transformou numa sucessão de problemas. Abandonou as corridas de Caruaru (PE) e Fortaleza (CE), quando estava entre os quatro primeiros colocados na prova, e nem disputou a etapa de São Paulo, depois de bater durante o warm up, em virtude da quebra da caixa de direção.

Em Guaporé (RS), a sorte voltou para o lado do paranaense, que terminou a prova na nona colocação. “Tendo em vista os resultados anteriores, terminar a corrida foi uma vitória”, declara. Em Campo Grande, Bueno pretende colher um resultado ainda melhor e conquistar seu primeiro pódio este ano.

Para aumentar ainda mais a possibilidade de brigar pelas primeiras posições, ele testou alguns novos componentes de motor, freios e suspensão na pista de Curitiba. Foi um dia inteiro de trabalho, considerado muito produtivo pelo piloto. “Avaliamos algumas peças novas, trabalho que não pudemos fazer antes da etapa de Guaporé, por causa do acidente em São Paulo. Quase não conseguimos terminar de reconstruir o caminhão”, lembra.

Satisfeito com o desempenho nos treinos do último dia 6, ele acredita que os caminhões equipados com motor 12 litros, como o dele, têm grandes chances de vencer na pista sul-mato-grossense, principalmente por causa da reta oposta, uma das mais extensas do país. “Foram três vitórias dos ‘grandes’, contra apenas uma dos modelos 9 litros. O retão de Campo Grande exige muito do motor”, destaca.

Na única prova que conseguiu terminar em Campo Grande, Bueno foi 10º colocado, em 2001. Depois disso, não finalizou mais nenhuma corrida nessa pista, por causa de problemas mecânicos. “Foi exatamente por esse motivo que resolvemos treinar em Curitiba. Fizemos simulação de corrida e testamos todos os componentes, para não termos mais problemas”, revela.

Na etapa disputada no mês passado em Guaporé, o desempenho do caminhão superou as expectativas. “Depois da batida em São Paulo, a equipe montou tudo às pressas. Mesmo assim, andei entre os cinco primeiros nos treinos e só não pude brigar pelo pódio por causa da punição que sofri, por excesso de velocidade no radar”, diz.

Empolgada para a disputa da prova de Campo Grande, a equipe do paranaense deixa Curitiba rumo ao Mato Grosso do Sul na segunda-feira (10). Diumar Bueno conta com o apoio de Siemens-VDO, Sest Senat, Haldex, DB Trans, Tuzzi, Radiadores Pingüim, ABR Juntas e Retentores e Transportadora Diamante.

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