Audi DTCC: Punido no Rio Grande do Sul, Elias Azevedo critica atitude da direção de prova

Durante a segunda prova válida pela terceira etapa do campeonato, atual campeão do certame acabou recebendo uma punição que deveria ser de outro carro

A terceira etapa da Audi DTCC, disputada no mês de maio em Tarumã, no Rio Grande do Sul, teve um desfecho desastroso para o atual campeão da categoria, o paulista Elias Azevedo. Durante a segunda corrida válida pela rodada, Azevedo recebeu uma punição que, posteriormente, foi confirmada pela própria direção de prova como sendo de outro competidor e acabou deixando de marcar pontos importantes para a temporada.

O imbróglio ocorreu ainda no começo da sexta corrida deste ano na Audi DTCC. Logo após a largada, um toque durante a disputa por posições tirou o ex-piloto de Stock Car Felipe Gama da corrida. Os comissários da Confederação Brasileira de Automobilismo, então, anunciaram a punição de um drive-through para Elias Azevedo.

Consciente de que não tinha sido o responsável pelo abandono de Gama, Azevedo não cumpriu a passagem punitiva pelos boxes e, por isso, recebeu da direção de prova a bandeira preta após três voltas. Com o carro recolhido para a garagem, Elias se dirigiu à sala dos comissários onde apresentou o vídeo da câmera on-board do seu Audi A3 Sport DTCC.

As imagens comprovaram que o atual campeão não havia tocado no carro de Felipe Gama. A punição deveria ser aplicada, coincidentemente, ao companheiro de outro Elias: o piloto Sérgio Alves, que liderava a temporada 2012 ao lado de Elias Júnior.

“Encerrada a corrida, mostrei as imagens que provavam que a saída de Felipe Gama foi causada, na verdade, pelo carro 11, àquela altura conduzido por Sérgio Alves. Com isso, a direção da prova voltou atrás e, ao invés de ser excluído, fui considerado desistente da corrida. Mas não somei pontos do mesmo jeito. E tive de me contentar com um pedido de desculpas”, contou Azevedo.

Detectado o erro, os comissários da CBA aplicaram a desclassificação ao carro correto e recolocaram Elias Azevedo novamente no resultado da corrida. Mas sem ter completado 75% das voltas quando voltou aos boxes, o piloto acabou não marcando pontos para o campeonato.

“Perdi pontos fundamentais para o campeonato sem ter feito nada para merecer o drive-through e a bandeira preta que tomei. Pelo rádio, argumentei que fosse dada uma punição de 20 segundos ao meu tempo total de prova, para que minha posição na pista pudesse ser mantida até que as imagens da câmera onboard fossem analisadas. Mas nada adiantou”, comentou o piloto.

Chateado pelo ocorrido, Elias Azevedo reclamou da atitude dos representantes da Confederação Brasileira de Automobilismo. Ele questionou, também, o fato de penas como a passagem pelos boxes serem aplicadas mesmo quando existe a chance de o acusado ser inocente.

“Com tanta gente argumentando em meu favor, a saída mais correta, na minha visão, seria a punição em tempo. Isso teria me jogado para as últimas posições somente na folha de resultados. Na pista, eu teria me mantido na disputa pela segunda posição. Quando a direção de provas viu as imagens da minha câmera onboard e voltou atrás da decisão inicial, minha exclusão foi revogada. Mas isso não me devolveu os pontos que eu poderia ter conquistado”, reforçou.

Desobediência – O incidente em Tarumã fez Elias Azevedo se questionar sobre sua decisão de parar nos boxes e obedecer a bandeira preta. Chateado pelo ocorrido, ele afirmou que deveria ter considerado a desobediência total às ordens da direção da prova, pois só assim poderia ter evitado o dano completo a sua corrida.

“Se eu tivesse feito como o Daniel Serra em uma corrida da GT3, ou então como a Xandy Negrão na última etapa da Top Series, e seguido na pista mesmo sob bandeira preta, agora poderia estar na vice-liderança do campeonato. Obedeci às regras, mas fui lesado de uma forma que não pode ser reparada. E posso perder o bicampeonato por isso”, encerrou o piloto.

Organizadores lamentam o fato – A organização da Audi DTCC lamentou o problema com o piloto, e reiterou que decisões como essa cabem somente à direção de prova delegada pela Confederação Brasileira de Automobilismo.

“Entendo a desolação do Elias com o que aconteceu em Tarumã. A direção de prova cometeu um erro que é impossível de ser reparado. Vamos procurar, dentro do nosso alcance de promotores do campeonato, formas de evitar que isso aconteça novamente no futuro”, comentou Dennis Rolim, organizador da Audi DTCC.

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