Copa Fiat: Cacá e Bragantini levam decisão para última etapa

Christian Fittipaldi vence segunda bateria, mas sai da luta pelo título

O campeão – ou tri – da Copa Fiat será conhecido na última rodada dupla do ano, marcada para o circuito gaúcho do Velopark no dia 4 de novembro. Depois dos resultados deste domingo em Brasília, a briga ficou resumida ao líder Cacá Bueno (GT/Itaú) e ao segundo colocado André Bragantini (Pater Racing). Apesar da vitória na segunda bateria, Christian Fittipaldi (Fittipaldi Racing) está matematicamente fora da disputa. Cacá ganhou a primeira e fez um terceiro lugar, enquanto Bragantini terminou as duas na segunda colocação.

Únicos pilotos com vitórias na temporada, Cacá, Bragantini e Christian praticamente monopolizaram o domingo de sol e arquibancadas cheias no Autódromo Internacional Nelson Piquet. Cacá levou a corrida inicial sem qualquer dificuldade, depois de sair na pole e imprimir o ritmo que lhe convinha numa pista de asfalto abrasivo conhecida pela crueldade com que trata os pneus. Nesta prova, outro destaque foi o terceiro colocado Clemente de Faria. O piloto mineiro da W2 Racing alcançou um pódio inédito em 2012.

Como já se esperava pelo sistema de grid invertido que colocou os principais nomes perto do meio do pelotão, a segunda prova foi muito mais movimentada. Christian partiu na pole e quase todo o tempo foi escoltado por Bragantini, 7º no grid e terceiro no fechamento da primeira volta. As emoções passaram também pelo susto com o forte acidente envolvendo Mauri Zaccarelli, que bateu violentamente de frente no fim da reta dos boxes, mas conseguiu sair sozinho do carro capotado. “Foi provavelmente um defeito nos freios”, disse o diretor-técnico Eduardo Bassani, aliviado ao ver o seu piloto escapar sem arranhões da forte pancada.

O final da segunda bateria foi eletrizante. Na última volta, Christian cometeu um erro, quase perdeu o controle do carro, mas mostrou a velha categoria para colocá-lo novamente no traçado, evitar o ataque de Bragantini e garantir a terceira vitória do ano. “Dei um pouco de emoção à corrida”, brincou Christian, com o troféu na mão. “O importante foi que consegui sair do buraco negro em que entrei depois da etapa de Curitiba.” Mesmo sem chances de se tornar campeão, fez uma declaração de amor à Copa Fiat. “Acertei minha volta ao automobilismo norte-americano, vou correr na série Grand-Am em 2013, mas continuarei aqui porque adoro isto aqui exatamente por causa de corridas como esta”, afirmou.

Cacá chegou aos 126 pontos, contra 121 de Bragantini, e leva o favoritismo para manter o domínio da categoria pelo terceiro ano seguido. “Na segunda corrida, a entrada do safety car por causa do acidente com o Zaccarelli atrapalhou minha estratégia. Economizei nas primeiras voltas para forçar no final, quando todos deveriam estar sentindo o desgaste dos pneus. Com o carro de segurança, eles puderam esfriar os pneus. Quando a prova foi reiniciada, só nas últimas duas voltas meu carro recuperou o ritmo”, explicou Cacá, que protagonizou o último momento eletrizante ao ultrapassar Clemente na linha de chegada e, por diferença de apenas 20 milésimos, assegurar o direito de subir novamente ao pódio. “Só soube que era o terceiro porque a equipe me avisou pelo rádio”, disse Cacá. “Pelas minhas contas, agora, dois segundos lugares no Velopark serão suficientes, em caso de vitórias do Andrezinho.”

Bragantini nem chegou a comemorar com muito entusiasmo os dois segundos lugares. Além da diferença de cinco pontos, ainda precisará descartar 10 relativos aos dois piores resultados, enquanto Cacá eliminará duas provas zeradas e manterá a atual pontuação antes da batalha decisiva. “Eu tinha de chegar à frente do Cacá, e consegui. Mas vou ao Velopark sabendo que será muito difícil descontar a vantagem dele”, admitiu.

Os resultados em Brasília:

9ª etapa:

1 – Cacá Bueno, 13 voltas em 29:19.814
2 – André Bragantini, a 4.399
3 – Clemente Faria, a 6.691
4 – Thiago Camilo, a 9.224
5 – Popó Bueno, a 9.714
6 – Giuliano Losacco, a 10.309
7 – Christian Fittipaldi, a 16.524
8 – Cesinha Bonilha, a 28.985
9 – Wellington Justino, a 36.403
10 – Ulisses Silva, a 42.718
11 – Mauri Zacarelli, a 43.198
12 – Fernando Nienkotter, a 45.870
13 – Carlos Eduardo, a 52.457
14 – Renato Constantino, a 55.076
15 – Luir Miranda, a 1 volta
16 – Rogério Motta, a 3 voltas

10ª etapa
1 – Christian Fittipaldi, 11 voltas em 27:30.122
2 – André Bragantini, a 0.397
3 – Cacá Bueno, a 4.722
4 – Clemente Faria, a 4.742
5 – Thiago Camilo, a 6.214
6 – Luir Miranda, a 6.694
7 – Giuliano Losacco, a 11.588
8 – Cesinha Bonilha, a 11.773
9 – Ulisses Silva, a 15.195
10 – Leonardo Nienkotter, a 18.104
11 – Carlos Eduardo, a 24.695
12 – Rogério Motta, a 28.814

Não completaram
Fernando Nienkotter, 7 voltas
Renato Constantino, 5 voltas
Wellington Justino, 3 voltas
Mauri Zacarelli, 3 voltas
Popó Bueno, 1 volta

Campeonato
1 – Cacá Bueno, 126 pontos
2 – André Bragantini, 121
3 – Christian Fittipaldi, 91
4 – Giuliano Losacco, 64
5 – Cesinha Bonilha, 44
6 – Popó Bueno, 38
7 – Ulisses Silva, 36
8 – Wellington Justino, 34
9 – Leonardo Nienkotter, 28
10 – Clemente Faria, 26
11 – Luir Miranda, 18
12 – Édson do Valle e Thiago Camilo, 16
14 – Fernando Nienkotter e Allam Khodair, 6
16 – Mauri Zacarelli, 5
17 – Betinho Sartório e Rogério Castro, 4
19 – Antonio Jorge Neto e José Vitte, 3
21 – Carlos Eduardo, 1

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