Definido o roteiro do II Rallye Internacional 1000 Milhas Históricas Brasileiras

Concorrentes percorrerão 1.619 km em quatro dias, passando pelas mais famosas estradas da história brasileira.

Faltando apenas um mês para a realização da 2ª edição do Rallye Internacional 1000 Milhas Históricas Brasileiras, os organizadores do MG Club do Brasil já completaram o levantamento do roteiro da prova que tem a chancela da FIA-Historic (Federação Internacional de Automobilismo) e homologação da FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos).
A competição com percurso de 1.619 km será disputada em quatro dias passando por algumas das mais famosas estradas da história brasileira, como a Estrada dos Tropeiros, e parte do Caminho Novo e do Caminho Velho Real. A largada será no dia 21 de junho no Shopping Iguatemi, em São Paulo (SP).
“O grande desafio serão as descidas das serras e as curvas em forma de “grampo de cabelo”. Os carros que tem mais de 30 danos de fabricação precisam estar com seus freios em dia e, se possível, com fluídos tipo DOT5, para não ferver e perder a frenagem no final destas serras íngremes”, alerta Luis Cezar Ramos Pereira, piloto de rallye e diretor da prova.
No primeiro dia os mais de 50 competidores utilizando carros clássicos fabricados entre 1919 e 1980 vão seguir pela Rodovia Ayrton Senna, Rodovia Dutra e descendo a serra de Taubaté a Ubatuba pela Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125), de onde seguem pela Rodovia Rio-Santos até Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.
No dia seguinte, a prova segue pela Rodovia Rio-Santos até a subida da serra para Lidice, pegando a Estrada dos Tropeiros (SP 068), ligando Bananal a Queluz, depois segue pela subida da Serra de Itamonte (ao lado do Pico das Agulhas Negras), desce a Serra de Passa Quatro (Itanhandu-Cruzeiro), sobe a serra de Cruzeiro a Piquete, seguindo pela Rodovia BR 383 até Caxambu, em Minas Gerais.
“São mais de 3 mil curvas, a grande maioria para a direita, mas as estradas estão ótimas. Algumas zonas de controle exigirão dos competidores uma velocidade entre 40 a 50 quilômetros por hora. Parece pouco, mas subindo ou descendo serras, ou até mesmo em estradas estreitas e sinuosas, é um desafio muito grande. O competidor tem que manter a mesma velocidade, sem frear e se isso acontecer, tem que compensar e atingir a meta”, prossegue Luis Cezar.
O terceiro dia marca o retorno, saindo de Caxambu para Cambuquira, Três Corações, Varginha, Boa Esperança, Campos Gerais (atravessando parte da represa de Furnas), Alfenas (novamente atravessando parte da represa de Furnas), Paraguaçu, Machado, Pouso Alegre, Cachoeira de Minas, São Bento do Sapucaí, subindo a Serra da Pedra do Baú, até chegar a Campos do Jordão, no estado de São Paulo.
Neste mesmo dia haverá uma etapa noturna, descendo a Serra da Pedra do Baú até São Bento do Sapucaí, passando por Sapucaí Mirim e subindo a serra antiga de Campos do Jordão.
No quarto e último dia, os competidores saem de Campos do Jordão e depois de descerem a serra seguem pela Rodovia Dutra e Rodovia Ayrton Senna até entrarem em São Paulo, para receberem a bandeirada de chegada no Shopping Iguatemi.
“As paisagens de todo o roteiro são deslumbrantes, tanto no litoral até Angra dos Reis, como as montanhas fluminenses, paulistas e mineiras. Vamos passar e revisar os caminhos da História do Brasil, com pontos fantásticos e até mesmo por caminhos de bucaneiros e piratas. Estamos aliando a competição com turismo, história e entretenimento”, encerra o Diretor da Prova.
As inscrições do II Rallye Internacional 1000 Milhas Históricas Brasileiras seguem até o dia 15 de junho, com o MG Club do Brasil, pelos e-mails mgcbr@mgcbr.com.br / secretariamg@terra.com.br, ou pelo telefone (11) 3673-5065.

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